Repórter Estrábico
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» Requiem

“ Everywhere, downtown,
there is this vague smell of death.
The city is too quiet.
The gaping amputation from
the skyline screams to be looked at.
“What’s wrong with this picture?”
you ask yourself, studying NYC’s skylin
 from every possible angle.
Several times during the past two weeks,
I have looked into the sky, thinking
the Towers were back. I have been told
that amputees often feel pain
in their missing limbs. “
Israel Horovitz

No tempo em que uma pequena e intrépida máscara de gás, que qual burqua obrigatória, nos cobre as faces mascarradas e mal esconde a nossa vergonha acidentalmente ocidental, corremos a ocultar a nossa identidade num esconderijo com sete palmos de terra.

Original soundtrack for the text "3 Weeks After Paradise", by Israel Horovitz, based on the September 11 tragedy and staged by Teatro Plástico - under the title "Depois do Paraíso" - in a ferryboat moored on the river Douro.

Acknowledgments: Trammps (L. Green & R. Casey), Bernard Hermann, Jimi Hendrix, Janet Leigh, Beastie Boys, Israel Horovitz, Paulo Américo, TV and radio reporters, commentators and casual performers worldwide.

Recorded, produced, mixed and mastered by João Neves and Repórter Estrábico at Espaço de Sons, Aveiro - Portugal. 2002.

» Eurovisão

São 10 canções, senhoras e senhores, meninos e meninas, que nos bastidores aguardam a votação do júri europeu.
São 10 canções que mancham com o suor da expectativa os seus trajes domingueiros regionais, 10 canções que de tudo fazem para conquistar um voto favorável.
São 10 canções que de bom grado dormem com os quinze elementos do júri, que de bom grado acomodam o inevitável alargamento a 25 membros.
São 10 canções que representam 10 microclimas, que englobam 10 políticas agrícolas incomuns, 10 retratos da condição humana e inumana, 10 exemplos de cidadania e ciganagem europeia.
São 10 canções que contemplam o amor e o ódio, o escárnio e a compaixão, a crítica e o louvor.
São 10 canções, senhores, que nada têm de concertadas, de legisladas, de regulamentadas. 10 canções que não são fruto de subsídios, que não são fruto normalizado. 10 canções de repulsa à convenção, de repúdio à contenção, de revolta e reviravolta.
São 10 canções que desafiam as leis da gravidade, as leis do clero, as leis da nobreza.
São 10 canções que pintam paredes e fogem à polícia.
São 10 canções de luta, 10 canções de mensagem fácil, canções popularuchas, canções para o povo. São canções que pedem o voto sentido, o voto sincero, o voto merecido.
O voto é um dever cívico. Deixa aqui o teu.

Luciano Barbosa (Líder) Anselmo Canha (baixo, programação) Manuel Ribeiro (teclas) Paulo Lopes (guitarra) Paulo Américo (VJ) João Neves (Mr. Producer Man) Vanda Ferreira (manager) Alberto Castelo e Carlos Vieira (Xinfrim), Álvaro Ramos (técnico de som) Paulo Gravato, Leonel Ruivo, Rui Pedro Silva (metais em Sr. Arrumador) Liliana Ventura (voz em Biltre!) Miguel Calhaz (contrabaixo em Sr. Arrumador) Nuno Silva (acordeão em Biltre) Raquel Bastos (cordas em Weather Girl e Velcro), Clash (Charlie Don't Surf), Alberto Almeida (fotos) Pedro Lobo (desde sempre) Hélder Cervantes (internet) Marta Bernardes (Weather Girl) e todos aqueles que, por muito omissos que aqui sejam, jamais serão esquecidos!
Eurovisão foi gravado, produzido e misturado por João Neves e Repórter Estrábico no Estúdio Espaço De Sons, em Aveiro, em 2004. Módulos Emu gentilmente cedidos por Castanheira Somúsica, Aveiro.

» Mouse Music

No tempo em que uma intrépida linguagem tecnológica eclode, urge encarreirar na "autobahn" num veículo que transporte expedita e elegantemente os tripulantes urbanos para um destino deliciosamente consumista, "tecnocrápula", colorido e vasto, mas livre dos odores mundanos que mais se manifestam nas pequenas superfícies.

Luciano Barbosa (Líder) Anselmo Canha (baixo) Manuel Ribeiro (teclas) Paulo Lopes (guitarra).
Produzido por Alex Fernandes e Repórter Estrábico. Gravado no WM (Porto) e AreaMaster (Vigo) entre Outubro'98 e Março'99. Misturado no AreaMaster por Alex Fernandes, Miguel Mariño e RE em Abril'99. Mastering por Anxo Maciel e Alex Fernandes no AreaMaster. Assistência técnica: Rui Sousa e Sílvio Almeida (WM) Miguel Mariño (AreaMaster). ProTools: Alex Fernandes e Miguel Mariño. Capa RE. Foto do Grupo: Adriana Oliveira.
5 1/2 Bónus Tracks (MouseMusic 2) Produzido por Alex Fernandes e Repórter Estrábico. Gravação, Mistura e Mastering Terapia do Som (Porto). Assistência técnica João Maya. ProTools Alex Fernandes e João Maya.

Convidados e Participantes: Fatucha (Voz em 5 & 7) Rosário Moraes Vaz (Telemóvel em 11) Alex Fernandes (Coros em 1 & 4, Teclados em 2 & 6, Percussões em 6 & 8, Manipulação de Space Echo em 7 & 8) Xoan L.Fortes Saavedra (Viola d'arco em 6) Thunderbirds, Planeta Agostini, Reader's Digest, Monty Python, Michael Knight, Kit & Bonnie, Blues Brothers, Lady Penelope, Spitting Image, Brigitte Bardot, Serge Gainsbourg, Fatboys, James Mason, Link Wray, Miguel Mariño, Vitor Espadinha, Victoria Addams, Melanie Jayne Chisholm, Melanie Janine Brown, Emma Lee Bunton, Geri Estelle Halliwell, Prince Buster, Buster Bloodvessel, Mike Oldfield.

Agradecimentos: Pedro Tenreiro, Miguel Mariño, Nuno Pires, João Bruschy, Francisco Afonso, Francisco Freixial, Sara Anahory, AreaMaster Staff, Carlos Vieira, Alberto Castelo, Music Shop, Castanheira, Sr. Albino Alves [Barbearia Montecarlo], Supermercado Tomita, Centro Comercial Stop, Grafisil, Walt Disney.

» Mouse Music 2

No tempo em que uma intrépida linguagem tecnológica eclode, urge encarreirar na "autobahn" num veículo que transporte expedita e elegantemente os tripulantes urbanos para um destino deliciosamente consumista, "tecnocrápula", colorido e vasto, mas livre dos odores mundanos que mais se manifestam nas pequenas superfícies.

Luciano Barbosa (Líder) Anselmo Canha (baixo) Manuel Ribeiro (teclas) Paulo Lopes (guitarra).
Produzido por Alex Fernandes e Repórter Estrábico. Gravado no WM (Porto) e AreaMaster (Vigo) entre Outubro'98 e Março'99. Misturado no AreaMaster por Alex Fernandes, Miguel Mariño e RE em Abril'99. Mastering por Anxo Maciel e Alex Fernandes no AreaMaster. Assistência técnica: Rui Sousa e Sílvio Almeida (WM) Miguel Mariño (AreaMaster). ProTools: Alex Fernandes e Miguel Mariño. Capa RE. Foto do Grupo: Adriana Oliveira.
5 1/2 Bónus Tracks (MouseMusic 2) Produzido por Alex Fernandes e Repórter Estrábico. Gravação, Mistura e Mastering Terapia do Som (Porto). Assistência técnica João Maya. ProTools Alex Fernandes e João Maya.

Convidados e Participantes: Fatucha (Voz em 5 & 7) Rosário Moraes Vaz (Telemóvel em 11) Alex Fernandes (Coros em 1 & 4, Teclados em 2 & 6, Percussões em 6 & 8, Manipulação de Space Echo em 7 & 8) Xoan L.Fortes Saavedra (Viola d'arco em 6) Thunderbirds, Planeta Agostini, Reader's Digest, Monty Python, Michael Knight, Kit & Bonnie, Blues Brothers, Lady Penelope, Spitting Image, Brigitte Bardot, Serge Gainsbourg, Fatboys, James Mason, Link Wray, Miguel Mariño, Vitor Espadinha, Victoria Addams, Melanie Jayne Chisholm, Melanie Janine Brown, Emma Lee Bunton, Geri Estelle Halliwell, Prince Buster, Buster Bloodvessel, Mike Oldfield.

Agradecimentos: Pedro Tenreiro, Miguel Mariño, Nuno Pires, João Bruschy, Francisco Afonso, Francisco Freixial, Sara Anahory, AreaMaster Staff, Carlos Vieira, Alberto Castelo, Music Shop, Castanheira, Sr. Albino Alves [Barbearia Montecarlo], Supermercado Tomita, Centro Comercial Stop, Grafisil, Walt Disney.

» Disco de Prata

Anselmo Canha (baixo) João Bruschy (bateria) Luciano Barbosa (Voz) Manuel Ribeiro (teclas) Nuno Pires (Voz) Paulo Lopes (guitarra).
Gravado e misturado por Numérica e Repórter Estrábico no AuraEstúdio, em duas sessões de gravação presenciadas por muitos amigos de longa data, em 1995. Fotos do grupo: Pedro Lobo.

» Kit Máquina

Um agradecimento especial ao Tim, por se ter mostrado o mais incansável dos colaboradores.

Luciano Barbosa (Líder) Anselmo Canha (baixo) Manuel Ribeiro (teclas) Paulo Lopes (guitarra).

Produzido em 1998 por Alex Fernandes e Repórter Estrábico. Kit Comprimido e Kit Pastilha gravados e misturados no WM (Porto) com Sívio Almeida e Rui Sousa. Mastering no AreaMaster, Vigo, assistido por Miguel Mariño. Fotos: Adriana Oliveira.

» 1bigo

No tempo em que os animais falam e em que as leis da pilhagem respondem às da selva urbana, estamos perante uma intrépida amálgama, pioneira e desbocada, de referências temporais e espaciais duma república das bananas num planeta de macacos.

Anselmo Canha (baixo) João Bruschy (bateria) José Ferrão (guitarra) Luciano Barbosa (Voz) Manuel Ribeiro (teclas) Nuno Pires (Voz) Paulo Lopes (guitarra).
Gravado por Jorge Fidalgo, misturado por Fernando Rocha e produzido por Numérica e Repórter Estrábico no AuraEstúdio, em 1994.

» UnoDos

No tempo em que o vanguardismo é desporto rei e a música uma bela arte, este intrépido pioneiro marca pelo menos um, dois golos e o ponta de lança ainda tira a camisola, pega na chuteira e, olhando para os pitons, deseja possuir um telemóvel...


Anselmo Canha (baixo) António Olaio (voz) José Ferrão (guitarra) Luciano Barbosa (Voz) Paula Sousa (teclas) Paulo Lopes (guitarra).
Víctor Rua (gitarra em "John Wayne") Tomás, Simon, Carlos (metais em "Houdini" e "Alcazar"). Produzido por Jonathan Miller e Víctor Rua no Exito Estúdio, em Lisboa, em 1991.

Agradecimentos: James Brown, Fred Wesley, Shadows, "Os intocáveis", Tubarão I, Nuggets, Willie "Loco" Alexander, Hercules.
Samples: Black Sabath, Paranoid, Bert Kampfert, TV Toones, Ajax & Mr Clean, Sam the Sham and the Pharaoes, Wooly Bully.

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Prince
in "1bigo" (1994)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Se eu fosse o Prince [1]
Tenho a certeza
Que irias ser
A minha princesa

O meu nome não vem
Nas colunas sociais
Como o dos meninos bem
Que você acha de mais

Se eu fosse o Prince
A bem ou a mal
Iríamos fazer
Um lindo casal

Nem olhas p’ra mim
Por não ser famoso
Eu sei que no fim
Vou ter um êxito estrondoso

Se eu fosse o Prince…

Pode merecer o teu bis
O petiz de Minniapolis
Nem me chega aos calcanhares
Com tacões de dois andares

Se te enchem as medidas
As poses desinibidas
Que tal as coreografias
De fazer corar as tias?

A crise de identidade
Há-de passar-lhe com a idade
Como também foi passando
À Pessoa do Fernando

Acho que é melhor esquecer-me de ti
Nem eu sou o Victor… nem tu és a Stephanie [2]

[1] Ficou assim por não haver rima para Nelson, Prince Roger Nelson
[2] Princesa do Mónaco, conhecida por ser muito amiga dos seus guarda-costas

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Umbigo
in "1bigo" (1994)
Letra: Luciano Barbosa / José Ferrão
Música: Repórter Estrábico

Um lente de repente
Não passa a ser doutor
Um agente a reagente
Um actor a reactor

Um infante num instante
Não passa a ser senhor
Uma pulga a elefante
Um s’tor a professor

Uma mente de repente
Não passa a ser brilhante
Um indigente a ser gente
Um SG a gigante [1]

Um jumento num momento
Não passa a inteligente
Uma finta a ser um tento
Uma bochecha [2] a presidente

O meu 1bigo é um amigo
O seu cotão é meu irmão

Todo aquele futuro não era p’ra ser tão duro
Nem este potencial p’ra ser tão minimal
Todo o desperdício merece o precipício
Todo o bom borboto [3] acaba no esgoto

O meu destino – mais vinho cortesã!
É ser um homem-rã, mas não passo dum girino
O meu destino – mais vinho cortesã!
É ser um submarino, mas sou só um homem-rã

[1] FUMAR MATA O VÍCIO
[2] O Marocas
[3] O rebento do Marocas e da Maria, o Jô

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O Grande Bongo
in "1bigo" (1994)
Letra: José Ferrão
Música: Repórter Estrábico

Seda – Algodão – Pura Lã
Todos os tons da Triumph
Todas as cores de Gaugin
Da idade da inocência
Ao cetim perlimpimpim que fez voar Marylin
Très chic – um mundo perfeito
Um dom, que diz tão bem com chiffon
Santo Deus, é mais que um som
Um flash – bongo de mongo

Da Sibéria até ao Congo faz-se ouvir
O Grande Bongo
Tão Grande Bongo, ditongo

Seda – Algodão – Pura Lã
Todos os tons da Triumph
Todas as cores de Gaugin
Um fecho metaphysique
Que ao abrir nem faz clic
E o génio de Aladino
Vai fazer-se politique
Très vite, um mundo perfeito
Um dom
Que diz tão bem com chiffon
Ta lingerie, ma chérie
C’est un esprit bien physique

Ta lingerie c’est mon asile
Tes yeux, ta bouche, tes mains, tes seins
Ta lingerie c’est mon exile
Mon amour, mon french can-can

[1] O Grande Bongo: Se querem saber o que é, perguntem ao Zé

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Malditos Headphones
in "1bigo" (1994)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Eu era normal
Até o metal [2] dar cabo de mim
Eu era normal
Fez-me mesmo mal todo aquele chinfrim

Baixa o volume! pediam meus pais
Mas como de costume ainda o subia mais
Fui-me à colecção do meu irmão
E àqueles decibéis fortes e fiéis

Cultivei até cabelo na zona do cerebelo
Cobri-me de tatuagens, cruzes, caveiras, mensagens
Considerava-me eleito, imaculado e perfeito
Deposto mas decidido; um novo anjo caído [3]

Nem foi copos nem foi gente o que apressou o meu fim
Nem foi nada de indecente e a droga não bate assim [4]
Prisioneiro do meu crânio, fiquei cego, surdo e mudo
Sou um mero sucedâneo, mas ainda percebo tudo!

Nem os Guns [5] nem os Stones [6] deram cabo de mim
O meu mal foi o chinfrim dos malditos headphones!

Eu era normal
Até o metal dar cabo de mim
Nunca fui marginal
Foi-me mesmo fatal todo aquele chinfrim

Pouco barulho! pedia a casa do lado
E eu, num mergulho, tinha tudo equalizado
À força de subgraves de fazer tremer as traves
Passei por todos os riscos c’uma braçada de discos

A ganga e o cabedal, a dar o toque final
Ligado à velha consola, fui meter o pé n’argola
Os solos de guitarra, distorcidos e compridos
Fincaram a garra na cera dos meus ouvidos

Nem foi copos nem foi gente o que apressou o meu fim
Nem foi nada de indecente e a droga não bate assim
Prisioneiro do meu crânio, fiquei cego, surdo e mudo
Sou um mero sucedâneo, mas ainda percebo tudo!

Nem os Guns nem os Stones [7] deram cabo de mim
O meu mal foi o chinfrim dos malditos headphones!

[1] Malditos Headphones: Começou por ser em inglês, cujo refrão rezava: The Guns and the Stones couldn’t break my bones / What really got me was my funky headphones
[2] Quando este single foi lançado, os metaleiros da zona sul ficaram muito ofendidos, achando que falava mal do heavy metal. O Barbosa chegou a ter a cabeça a prémio em Almada
[3] Lúcifer
[4] Almeida Garrett
[5] Guns ‘n’ Roses
[6] Rolling Stones
[7] A referência não é tanto a estas duas bandas, em particular, e sim às bandas de estádio em geral

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I Want More
in "1bigo" (1994)
Letra: Can & Peter Gilmour
Música: Can & Peter Gilmour
Versão Repórter Estrábico

Everybody plays the game
You just have to do the same
When you wake up play the game
Boys ‘n’ girls, just stay the same

(Who’s to blame when you play the game?)

You don’t have to say no more
What I’ve always waited for
Do get ready, break the law
More and more and more and more

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Pele
in "1bigo" (1994)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Havíamos de fazer lindas figuras
Assim com as carnes mal seguras
A gente ia parecer-se com um verme
Se não estivesse envolta pela derme

É deveras agradável
Ser-se assim impermeável
Mesmo que queira dizer
Mais borbulhas p’ra espremer

Havíamos de ser assaz sofisticados
Os nervos e os tendões assinalados [1]
Rosados, inchados e ariscos
Tal e qual uma montra de mariscos

Rugas e verrugas, varizes, cicatrizes
E outras erupções espontâneas
São um pequeno preço a pagar
Se a gente pensar nas vantagens cutâneas

Branca, preta, vermelha, cor de mel
Que seria de nós sem a nossa pele
Verde, azul, roxa e amarela
Que seria de nós sem ela

Havíamos de achar graça a uma dose
De tinha, de sarna ou de micose
Se tivéssemos só como alternativa
A hipótese de coçar a carne viva

Havíamos de ignorar os hidratantes
E os cremes de beleza esfoliantes
Sem sequer considerar uma medida tão drástica
Como alterar o semblante com a cirurgia plástica

Podem não ser de bom-tom
Certas cores da Benetton
Pior seria envergar à revelia
Uma vestimenta cor de bife da vazia

Ser-se forçado a encarnar doravante
Um diagrama d’anatomia ambulante
Quem, eu?
Exibir o esternocleidomastoideo! [2]

[1] Referência camoniana óbvia
[2] Vasco Santana, em A Canção de Lisboa, de Cottinelli Telmo

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Surfista Prateado
in "1bigo" (1994)
Letra: José Ferrão
Música: Repórter Estrábico

As estrelas brilham no rosto de aço
Como Jesus descalço
Anda sobre as ondas do mar
A voar p’lo hiperespaço
Tem o destino no encalço
Sempre mais belo  
e cada vez mais baço

Chuap, Chuap, um pedaço de junk
Chuap, Chuap, o futuro do funk

Mucho cool, mucho, mucho cool
Surfista Prateado [1]
Mucho, mucho style
Surfista Prateado
Mucho, mucho cool
Cool

É um dardo, é uma flecha
Rock ’n’ roll que sai do rádio
Irá morrer como o maço de “Paris” [2]
Desaparecer ou ser feliz
Para sempre surfar no arco-íris
Bem para além do mar picado

Mucho cool

[1] The Silver Surfer is a fictional superhero. Created by writer Stan Lee and artist/co-plotter Jack Kirby, he first appeared in the comic book The Fantastic Four #48 (March 1966). Wikipedia.
[2] Vermelho e branco, sem filtro, e com a imagem da torre Eiffel, da Tabaqueira Nacional

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SMLXL
in "1bigo" (1994)
Letra: José Ferrão
Música: Repórter Estrábico

S – pequeno e fino, perfeito como a Sininho / M – sensível ao toque como as orelhas do Spock   L – grande como o espaço, como um quadro do Picasso / XL – gigante erótico como um romance gótico

SMLXL

S – pequeno e suave, perito em velocidade / M – um bom remédio contra o tédio / L – se fosse verdade a força da gravidade / XL – gigante erótico como num romance gótico

SMLXL

Metros, léguas, braças, nós / Medir os prós e pôr tudo em onças / Palmos, jardas e polegadas / Começar em pés / Perder a conta das festas, cócegas, palmadas / Ais, suspiros e risadas /
Nunca parar

Sente o teu corpo
Mede o teu corpo

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Mr Fred
in "1bigo" (1994)
Letra: José Ferrão
Música: Repórter Estrábico

Bem-me-quer, malmequer
Mr Dead [1], Mr Fred [2]

No abc do cromossoma, nada há que o ponha em coma
Onde se lê ADN, leia-se rasga, estripa, mata N
Mas Freddie não é um gene qualquer
É um rapagão que faz da mão o que quer

Brrr! Lambão!
Lolitas na mão e as mães no coração
How sweet, fresh meat
Let’s dance to the Freddie beat
How sweet, fresh meat
Let’s dance to the Freddie beat

Freud mói onde mais dói
No sonho do Super Boy
Dentro da pele de uma loura
Repousam mãos de tesoura

Mas Freddie, não é um gene qualquer
É um rapagão que faz da mão o que quer

Brrr! Lambão!
Lolitas na mão e as mães no coração
How sweet, fresh meat
Let’s dance to the Freddie beat
How sweet, fresh meat
Let’s dance to the Freddie beat

Hey, hey, Mr Dead
Brrr! Mr Fred

[1] Mr Ed – série cómica dos anos 60
[2] Freddy Krueger – personagem da cine-série Pesadelo em Elm Street, interpretado pelo actor Robert Englund. Wikipedia

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Born To Sample
in "1bigo" (1994)
Letra: José Ferrão / Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Sem ser negro, sinto como o Spike Lee
Sem ser conde, tenho o riso do vampiro
Um falso lento, sou veloz como um JB [1]
Como um espelho, sou aquilo a que me viro

Na verdade, sou um desenho [2] de Stan Lee
No meu filme, estou vestido p’ra matar
Sem ser mestre, canto como um MC
Até ao osso, estou despido para imitar

Born [3] to sample

Não sou JEEP [4], não sou freak
Mas sou fã do steady beat [5]

Sem levar gelo, sou tão bom como ice tea
Sem ser conde, tenho o riso do vampiro
Naturalmente sou funky, funky, funky
Como um espelho, sou aquilo a que me viro


Na verdade, sou Sookie, Sookie, Sookie [6]
No meu filme, estou vestido p’ra matar
Sem ser ballet, danço como o Bruce Lee
Até ao osso, estou despido para imitar

[1] Membro da banda que acompanhava James Brown. Não se refere ao whisky; esse é J&B
[2] Na verdade, Stan Lee era argumentista (v. Silver Surfer)
[3] To Be Alive, Patrick Hernandes
[4] Jovem Empresário de Elevado Potencial
[5] Se não sabem o que é, consultem a Web
[6] Canção dos Steppenwolf

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Umbigo
in "Disco de Prata" (1991)
Letra: Luciano Barbosa / José Ferrão
Música: Repórter Estrábico

Um lente de repente
Não passa a ser doutor
Um agente a reagente
Um actor a reactor

Um infante num instante
Não passa a ser senhor
Uma pulga a elefante
Um s’tor a professor

Uma mente de repente
Não passa a ser brilhante
Um indigente a ser gente
Um SG a gigante [1]

Um jumento num momento
Não passa a inteligente
Uma finta a ser um tento
Uma bochecha [2] a presidente

O meu 1bigo é um amigo
O seu cotão é meu irmão

Todo aquele futuro não era p’ra ser tão duro
Nem este potencial p’ra ser tão minimal
Todo o desperdício merece o precipício
Todo o bom borboto [3] acaba no esgoto

O meu destino – mais vinho cortesã!
É ser um homem-rã, mas não passo dum girino
O meu destino – mais vinho cortesã!
É ser um submarino, mas sou só um homem-rã

[1] FUMAR MATA O VÍCIO
[2] O Marocas
[3] O rebento do Marocas e da Maria, o Jô

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Pois Pois
in "Disco de Prata" (1991)
Letra: L. Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Hã, hã, pois, pois

Hey babe, o que é que te falta
das Barriguitas? [1]

A minha namorada deixou-me [2]; estou perfeitamente destroçado.
O pior são as crianças; não as quero deixar com a minha sogra
que é um perfeito crocodilo…
Não sei mesmo se venda o apartamento ou se troque o Ferrari…
Caramba, estou mesmo deprimido.

[1] Desde 1979 las muñecas Barriguitas acompañaron a muchas niñas en sus juegos
[2] Discurso inspirado no Zéquinha, filho-família da Foz do Douro

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I Want More
in "Disco de Prata" (1991)
Letra: Can & Peter Gilmour
Música: Can & Peter Gilmour
Versão Repórter Estrábico

Everybody plays the game
You just have to do the same
When you wake up play the game
Boys ‘n’ girls, just stay the same

(Who’s to blame when you play the game?)

You don’t have to say no more
What I’ve always waited for
Do get ready, break the law
More and more and more and more

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Eyes Are Crossed
in "Disco de Prata" (1991)
Letra: Willie “Loco” Alexander
Música: Repórter Estrábico

I love you cos you’re nice and soft
I love you cos you get me off
I love you, don’t care what you cost
I love you cos your eyes are crossed

I love you and I think you’re swell
I love you and the way you smell
I love the way you turn ’n’ toss
I love you cos your eyes are crossed

I look at you looking up from the tub
I took to you like you was a drug
I look at you looking up from the tub
I took to you, took to you, took to you

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O Grande Bongo
in "Disco de Prata" (1991)
Letra: José Ferrão
Música: Repórter Estrábico

Seda – Algodão – Pura Lã
Todos os tons da Triumph
Todas as cores de Gaugin
Da idade da inocência
Ao cetim perlimpimpim que fez voar Marylin
Très chic – um mundo perfeito
Um dom, que diz tão bem com chiffon
Santo Deus, é mais que um som
Um flash – bongo de mongo

Da Sibéria até ao Congo faz-se ouvir
O Grande Bongo
Tão Grande Bongo, ditongo

Seda – Algodão – Pura Lã
Todos os tons da Triumph
Todas as cores de Gaugin
Um fecho metaphysique
Que ao abrir nem faz clic
E o génio de Aladino
Vai fazer-se politique
Très vite, um mundo perfeito
Um dom
Que diz tão bem com chiffon
Ta lingerie, ma chérie
C’est un esprit bien physique

Ta lingerie c’est mon asile
Tes yeux, ta bouche, tes mains, tes seins
Ta lingerie c’est mon exile
Mon amour, mon french can-can

[1] O Grande Bongo: Se querem saber o que é, perguntem ao Zé

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Disco Heavy
in "Disco de Prata" (1991)
Letra: António Olaio, L. Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Mommy was a singer
Daddy was a priest
The wind broke my window
With its invisible fist

I’m a disco heavy [1]
But I’m alright
I dance all day
And I dance all night

I’m a disco heavy
But I’m OK
I dance all night
And I sleep all day

First floor
Lived an old spinster
Ground floor
Lived a blonde whore
Second floor
Lived a Dutch fairy
At the third floor
Knock on my door

For high notes
Break the dishes
With low notes
I say my prayers

[1] Monty Python / Malucos do Circo, o sketch do lenhador e da polícia montada

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Esfregona Mística
in "Disco de Prata" (1991)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Que seria de nós sem a comunicação / Que seria de nós sem uma nova canção?
Que seria de nós sem as Bermudas Adelgaçantes / Que seria de nós
sem os cremes de beleza esfoliantes?
Boas compras! [1]

Sweepa! / Miracle Blade!
Clavage! / Cabaret Set!
Bio-Ray! / Garlic Peeler!        
DD Seven! / Diet 2000!  
Fashion Clip! / Citrus Miracle!
Memo Mate! / Contour Pillow!
Screw Driver! / Cervical Relax!
Slim Pants! / Magic Sponge!
Sealer! / Super Reductor!
Duzzit! / No Wet Wonderfoam!
M-Joy! / Supamopa!

Esfregona Mística!

Diz, diz, diz
O que é que te falta para seres feliz?

[1] Que seria de nós sem o canal Assembleia da República / Televendas ?

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Malditos Headphones
in "Disco de Prata" (1991)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Eu era normal
Até o metal [2] dar cabo de mim
Eu era normal
Fez-me mesmo mal todo aquele chinfrim

Baixa o volume! pediam meus pais
Mas como de costume ainda o subia mais
Fui-me à colecção do meu irmão
E àqueles decibéis fortes e fiéis

Cultivei até cabelo na zona do cerebelo
Cobri-me de tatuagens, cruzes, caveiras, mensagens
Considerava-me eleito, imaculado e perfeito
Deposto mas decidido; um novo anjo caído [3]

Nem foi copos nem foi gente o que apressou o meu fim
Nem foi nada de indecente e a droga não bate assim [4]
Prisioneiro do meu crânio, fiquei cego, surdo e mudo
Sou um mero sucedâneo, mas ainda percebo tudo!

Nem os Guns [5] nem os Stones [6] deram cabo de mim
O meu mal foi o chinfrim dos malditos headphones!

Eu era normal
Até o metal dar cabo de mim
Nunca fui marginal
Foi-me mesmo fatal todo aquele chinfrim

Pouco barulho! pedia a casa do lado
E eu, num mergulho, tinha tudo equalizado
À força de subgraves de fazer tremer as traves
Passei por todos os riscos c’uma braçada de discos

A ganga e o cabedal, a dar o toque final
Ligado à velha consola, fui meter o pé n’argola
Os solos de guitarra, distorcidos e compridos
Fincaram a garra na cera dos meus ouvidos

Nem foi copos nem foi gente o que apressou o meu fim
Nem foi nada de indecente e a droga não bate assim
Prisioneiro do meu crânio, fiquei cego, surdo e mudo
Sou um mero sucedâneo, mas ainda percebo tudo!

Nem os Guns nem os Stones [7] deram cabo de mim
O meu mal foi o chinfrim dos malditos headphones!

[1] Malditos Headphones: Começou por ser em inglês, cujo refrão rezava: The Guns and the Stones couldn’t break my bones / What really got me was my funky headphones
[2] Quando este single foi lançado, os metaleiros da zona sul ficaram muito ofendidos, achando que falava mal do heavy metal. O Barbosa chegou a ter a cabeça a prémio em Almada
[3] Lúcifer
[4] Almeida Garrett
[5] Guns ‘n’ Roses
[6] Rolling Stones
[7] A referência não é tanto a estas duas bandas, em particular, e sim às bandas de estádio em geral

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Prince
in "Disco de Prata" (1991)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Se eu fosse o Prince [1]
Tenho a certeza
Que irias ser
A minha princesa

O meu nome não vem
Nas colunas sociais
Como o dos meninos bem
Que você acha de mais

Se eu fosse o Prince
A bem ou a mal
Iríamos fazer
Um lindo casal

Nem olhas p’ra mim
Por não ser famoso
Eu sei que no fim
Vou ter um êxito estrondoso

Se eu fosse o Prince…

Pode merecer o teu bis
O petiz de Minniapolis
Nem me chega aos calcanhares
Com tacões de dois andares

Se te enchem as medidas
As poses desinibidas
Que tal as coreografias
De fazer corar as tias?

A crise de identidade
Há-de passar-lhe com a idade
Como também foi passando
À Pessoa do Fernando

Acho que é melhor esquecer-me de ti
Nem eu sou o Victor… nem tu és a Stephanie [2]

[1] Ficou assim por não haver rima para Nelson, Prince Roger Nelson
[2] Princesa do Mónaco, conhecida por ser muito amiga dos seus guarda-costas

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Pele
in "Disco de Prata" (1991)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Havíamos de fazer lindas figuras
Assim com as carnes mal seguras
A gente ia parecer-se com um verme
Se não estivesse envolta pela derme

É deveras agradável
Ser-se assim impermeável
Mesmo que queira dizer
Mais borbulhas p’ra espremer

Havíamos de ser assaz sofisticados
Os nervos e os tendões assinalados [1]
Rosados, inchados e ariscos
Tal e qual uma montra de mariscos

Rugas e verrugas, varizes, cicatrizes
E outras erupções espontâneas
São um pequeno preço a pagar
Se a gente pensar nas vantagens cutâneas

Branca, preta, vermelha, cor de mel
Que seria de nós sem a nossa pele
Verde, azul, roxa e amarela
Que seria de nós sem ela

Havíamos de achar graça a uma dose
De tinha, de sarna ou de micose
Se tivéssemos só como alternativa
A hipótese de coçar a carne viva

Havíamos de ignorar os hidratantes
E os cremes de beleza esfoliantes
Sem sequer considerar uma medida tão drástica
Como alterar o semblante com a cirurgia plástica

Podem não ser de bom-tom
Certas cores da Benetton
Pior seria envergar à revelia
Uma vestimenta cor de bife da vazia

Ser-se forçado a encarnar doravante
Um diagrama d’anatomia ambulante
Quem, eu?
Exibir o esternocleidomastoideo! [2]

[1] Referência camoniana óbvia
[2] Vasco Santana, em A Canção de Lisboa, de Cottinelli Telmo

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Houdini
in "Disco de Prata" (1991)
Letra: António Olaio, L. Barbosa
Música: Repórter Estrábico

There are many ways to let you out
Many ways to wriggle free
You don’t have to be a girl / boy scout
To get away from me

Houdini’s black boxes
Houdini’s iron keys
Houdini’s rubber chains
Can’t tie you to me

Who, who, who, dini, dini
Who, who, who, dini, dini
Who, who, who are you?

With a flick of the wrist
And a smile upon his face
He turned into mist
Gone without a trace
He made his last escape
Before our very eyes
Was it 1938?
He’s a locksmith in paradise

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Mr Fred
in "Disco de Prata" (1991)
Letra: José Ferrão
Música: Repórter Estrábico

Bem-me-quer, malmequer
Mr Dead [1], Mr Fred [2]

No abc do cromossoma, nada há que o ponha em coma
Onde se lê ADN, leia-se rasga, estripa, mata N
Mas Freddie não é um gene qualquer
É um rapagão que faz da mão o que quer

Brrr! Lambão!
Lolitas na mão e as mães no coração
How sweet, fresh meat
Let’s dance to the Freddie beat
How sweet, fresh meat
Let’s dance to the Freddie beat

Freud mói onde mais dói
No sonho do Super Boy
Dentro da pele de uma loura
Repousam mãos de tesoura

Mas Freddie, não é um gene qualquer
É um rapagão que faz da mão o que quer

Brrr! Lambão!
Lolitas na mão e as mães no coração
How sweet, fresh meat
Let’s dance to the Freddie beat
How sweet, fresh meat
Let’s dance to the Freddie beat

Hey, hey, Mr Dead
Brrr! Mr Fred

[1] Mr Ed – série cómica dos anos 60
[2] Freddy Krueger – personagem da cine-série Pesadelo em Elm Street, interpretado pelo actor Robert Englund. Wikipedia

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Yamaha
in "Disco de Prata" (1991)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Hey - ah - ha - ha##########Hey - ah - ha
Ya! Yamaha, Yamaha, Yamaha
Ya! Yamaha, Yamaha, Yamaha

Suzuky, Kawazaky, Yamaha

[1] Yamaha: Imaginem um índio pele-vermelha, montado numa mota Indian, a ver passar a invasão motociclista nipónica na Route 66.

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Eurovisão
in "Eurovisão" (2004)
Música: Repórter Estrábico
Citando "Hino da RTP", "Hino da Eurovisão" e Europe (The final countdown)


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Caracoroismo
in "Eurovisão" (2004)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Você está perdido
Está desorientado
Nada faz sentido
Nem tem significado

Está numa encruzilhada
Em cascos de rolha
Numa enrascada
Tantos caminhos à escolha!

Vou trabalhar
Ou vou engonhar?
Cumpro um dever
Ou vou espairecer?
Estoiro com o dinheiro
Ou pago ao merceeiro?
Pago ao fisco
Ou encomendo mais marisco?

Você está perdido
Perdido, sem Norte
Atire a moeda ao ar
E confie na sorte

Caracoroismo: o novo existencialismo [2] !

Roda a moeda
Roda no ar
A sua queda
A tua vida vai ditar

Roda a moeda
Roda no ar
Co'a sua queda
A tua vida vai mudar

Vira para a esquerda
Para a direita
Pela via larga
Ou pela mais estreita
Estar indeciso não é preciso
Tens a solução na palma da mão!

Gira a moeda
Gira no ar
Deixa essa moeda
A tua vida controlar

Gira a moeda
Gira sem tino
Deixa essa moeda
Controlar o teu destino

[1] Caracoroismo: Baseado numa história do Pato Donald e Sobrinhos, de Carl Barks
[2] Nem o cristão, de Kierkegaard e Marcel nem o ateu, de Nietzsche e Sartre. É mais o pagão, de Barbosa.


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Sr. Arrumador
in "Eurovisão" (2004)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Tens em mim um sujeito competente [1]
Capaz de lidar com toda a gente
Nem pró caldo [2] eu faço uma pausa
Quando estou angariando para a causa

Tenho mulher e filhos agarrados
Preciso de auferir três ordenados
Não me prometas um tacho no céu
Promete um ordenado como o teu

Sr. Arrumador
Arranja um lugar para mim!

A minha linguagem gestual
É simples sinalética informal
Abano bem o braço todo o dia
Afinal, já estudei a coreografia

Dá-me gosto ter clientes bem dispostos
Faz-me jeito uns trocados sem impostos
Não me prometas um tacho no céu
Promete um ordenado como o teu

Dignidade e estatuto nos conformes
Tenho projecto p’ra fardas e uniformes
No pé uma alpergata [3] por causa dos calos
Boné e gravata com motivos de cavalos [4]

[1] Canção pensada com o menino Rui Rio mais o seu programa Porto Vivo em mente
[2] Opiácios aquecidos numa colher e temperados com limão, q.b.
[3] Chinela á prova de salmonela
[4] Símbolo da Ferrari, a do Enzo, possível patrocinador

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Blitre!
in "Eurovisão" (2004)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Biltre, cabotino, mentecapto [1]
Lorpa, palhaço, morcão
Bronco, sabujo, tacanho
Grunho, pilantra, lambão

Pulha, bacoco, execrando
Bruto, cabresto, pimpão
Alarve, ranhoso, pacóvio
Rafeiro, canalha, gingão

Cretino, palerma, simplório
Velhaco, energúmeno, calão
Tinhoso, primitivo, leviano
Grosso, pachola, cagão

Moina, troglodita, calaceiro
Besta, vadio, matulão
Maroto, janota, parasita
Tosco, galdério, maganão

Crápula, facínora, pendura
Marmanjo, sendeiro, parolão
Reles, azeiteiro, salafrário
Falso, rasteiro, parvalhão

Biltre, cabotino, mentecapto;
Fascista! Fascista! [2]

[1] A seguinte nomenclatura aplica-se a toda a classe política, a classe com menos classe que existe
[2] Pronuncia-se “facista”. Os “facistas” são aqueles que dizem: "Faço isto, faço aquilo!"

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Charlie Don't Surf
in "Eurovisão" (2004)
Letra: The Clash (in “Sandinista!”)
Música: The Clash (in “Sandinista!”)
Versão Repórter Estrábico

Charlie don't surf an' we think he should
Charlie don't surf an' we know that ain't no good
Charlie don't surf for his hamburger mama
Charlie's gonna be a napalm star

Everybody wants to rule the world
Must be something we get from birth
One truth is, we never learn
Satellites will make space burn

We've been told to keep the strangers out
We don't like 'em starting to brag around
We don't like 'em all over town
Across the world we gonna blow 'em down

Charlie don't surf

The reign of the super powers must be over
So many armies can't free the earth
Soon the rock will roll over
Everybody's choking on their coca colas

One way people in a one horse town
One way people starting to brag around
We don't like 'em all over town
Across the world they're gonna mow us down

Charlie don't surf

We've been told to keep the strangers out
We don't like 'em starting to brag around
We don't like 'em all over town
Across the world we gonna blow 'em down

Charlie don't surf

I’m so bored with the USA
But what can I do in the space of a song
The people have voted

And they voted wrong

Aznar - Blair - Georgie Bush

And that other guy...


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Weather Girl
in "Eurovisão" (2004)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Well, I'm in love with a weather girl
She brings sunshine into my world
I expect I won't have to cry
She's dropping clouds out of the sky

She is so elegant and discreet
Never stammers, n-never misses a beat
She is so casual about the forces that be
Extremely moderate, the girl for me

Ever so punctual on all the screens
Does it so well it almost seems
She does that little pantomime
Just for me, to pass away the time
 
She's got me chained to my TV set
Much more exciting than the Internet
She's got it all down to an art
No question of us being worlds apart

Don't know much about the forces that be
I'm only learning meteorology [1]
Now I now the future's bright
Ten suns are burning into the night

She's got me dreaming of exotic resorts
With optimistic weather reports
I see her standing on the pure-white sand
Dismissing storms with a wave of a hand

She's got me dreaming of exotic resorts
With optimistic weather reports
I see her standing on the pure-white sand
Dismissing storms with a wave of a hand

Well, I'm in love with a weather girl
She brings sunshine into my world
Now I know I won't have to cry
She's dropping clouds out of the sky

[1] Sam Cooke, cantor

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Briclonage
in "Eurovisão" (2004)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Quero desmontar-te para remontar-te [1]
Posso desfazer-te para refazer-te
Mando decapar-te para repintar-te
Vou só reciclar-te com amor e arte

Quero desmembrar-te p’ra reagrupar-te
Posso demolir-te e reconstruir-te
Mando desligar-te; reiniciar-te
Vou só recriar-te por amor à arte

Quero inspeccionar-te para incorporar-te
Posso demitir-te p’ra readmitir-te
Mando-te abater; reeleger
Vou só reciclar-te com amor e arte

Quero obliterar-te p’ra recuperar-te
Posso escalpar-te; repentear-te
Mando diluir-te e repoluir-te
Vou só recriar-te por amor à arte

Quero, posso e mando
É só meu / Meu rico comando

Domar-te-ei / Manipular-te-ei

[1] Referência à ovelha Dolly, primogénita da investigação genética. Diz o pastor, ao contar o rebanho: 147, 148, Bom Dia, querida...

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Tearing Velcro
in "Eurovisão" (2004)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

We dig the sound of tearing Velcro [1]
Everything loud and shrill
We dig the sound of tearing Velcro
It can be quite a thrill

One solitary diamond roars
Across a pane of glass
White chalk upon the blackboards
And other acts of class

Ten nine inch [2] fingernails
Dragged upon a plaster wall
One single trolley wails
Around a shopping mall
The crackling sting of static
When touching TV screens
The ghost steps in the attic
Amid most pleasant dreams

The squealing of many rubber feet
Echo round vast marble floors
Cold sweat and prickly heat
From slow motion creaking doors


The ever-gentle crunch
Of stilettos upon gravel
Like insects having naked lunch [3]
In the parlour of the devil

The song of screeching tires
And sirens in the night
Awakens our desires
And whets our appetite

[1] A maior invenção do séc. XX
[2] Nine Inch Nails, de Trent Reznor
[3] William S. Burroughs, escritor

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Quality Stress
in "Eurovisão" (2004)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

It’s a well-known fact
Stress improves your act!

When I get road rage
I'm like a monkey in a cage
A good traffic jam
Got me where I am

Must have a deadline
To keep me in line
The best remedy
For high anxiety [1]

Slaving 9 to 5
Keeps me alive
I really get the shakes
Without my nicotine breaks

You know I'm a mess
Unless I get duress
I can be such a lush
For that adrenaline rush

Gimme some stress now
Quality stress!
Gimme some stress now
Quality stress! [2]
The rat in the race
Pretty red in the face
I’ve got plenty of ants
Inside my pants

I can go insane
Without some daily strain
I can drool like a fool
Unless I lose my cool

Running off the rails
Biting off my nails
Twitching like a bird
Unless I get the S word
I need the pain
Of some daily strain
The wife and the kids
And the life on the skids

You know I'm a mess
Unless I get duress
I can be such a lush
For that adrenaline rush

Kindergarten high [3] !
Excuse me, while I kick the sky [4]

[1] High Anxiety, de Mel Brooks
[2] Quality Street, sortido de rebuçados, da Rowntree Mackintosh, agora da propriedade da Nestlé
[3] The Governor of California, Arnold Shwarzenneger (www)
[4] Purple Haze, de Jimi Hendrix

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Ou Vai ou Racha
in "Eurovisão" (2004)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Hoje mais que ontem
Menos que amanhã

É agora ou nunca
Ou tudo ou nada
Ou vai ou racha, baby

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Kit (Comprimido, 120 mg)
in "Kit Máquina" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

- Everything is so dark. Is it night?
- Yeah. But don’t worry; I’ll take care of you.

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Kit (Pastilha, 120 mg)
in "Kit Máquina" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

- Everything is so dark. Is it night?
- Yeah. But don’t worry; I’ll take care of you.

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Kit (Cápsula, 170 mg)
in "Kit Máquina" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico
Produção e remistura de Alex FX

- Everything is so dark. Is it night?
- Yeah. But don’t worry; I’ll take care of you.

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Kit (Drageia, 128 mg)
in "Kit Máquina" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico
Produção e remistura de Mr. Sulu

- Everything is so dark. Is it night?
- Yeah. But don’t worry; I’ll take care of you.

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Pai
in "Mouse Music 2" (1991)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Pai, não quero ser DJ
Pai, não quero ser DJ

Tenho medo das batidas podem estar mal acertadas
Tenho medo das agulhas podem estar contaminadas

Pai, não quero ser DJ
Pai, não quero ser DJ

– Cala-te e trabalha, cala-te e trabalha, cala-te e trabalha-me essa mix!

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You Spin Me Round (Like a Record)
in "Mouse Music 2" (1991)
Letra: Pete Burns e Dead or Alive
Música: Pete Burns e Dead or Alive
Versão Repórter Estrábico

If I
I get to know your name
When I
Just take your private number, baby
All I know is that, to me
You look like you’re lots of fun
Open up your loving arms
I want some
Want some

Well, I
I set my sights on you
(And no one else will do)
And I
I got to have my way now, baby

All I know is that, to me
You look like you’re having fun
Open up your loving arms
Watch out
Here I come

You spin me round
Right, baby, right round
Like a record, baby
Right round, round, round

I
I got to be your friend now, baby
And I
Would like to move in just a little bit closer

I want your love
I need your love

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Eyes are Crossed
in "Mouse Music 2" (1991)
Letra: Willie “Loco” Alexander
Música: Willie “Loco” Alexander
Versão Repórter Estrábico.
Primeira versão RE in “UnoDos” (1991)

I love you cos you’re nice and soft
I love you cos you get me off
I love you, don’t care what you cost
I love you cos your eyes are crossed

I love you and I think you’re swell
I love you and the way you smell
I love the way you turn ’n’ toss
I love you cos your eyes are crossed

I look at you looking up from the tub
I took to you like you was a drug
I look at you looking up from the tub
I took to you, took to you, took to you

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Houdini
in "Mouse Music 2" (1991)
Letra: António Olaio, L. Barbosa
Música: Repórter Estrábico
Primeira versão RE in “UnoDos” (1991)

There are many ways to let you out
Many ways to wriggle free
You don’t have to be a girl / boy scout
To get away from me

Houdini’s black boxes
Houdini’s iron keys
Houdini’s rubber chains
Can’t tie you to me

Who, who, who, dini, dini
Who, who, who, dini, dini
Who, who, who are you?

With a flick of the wrist
And a smile upon his face
He turned into mist
Gone without a trace
He made his last escape
Before our very eyes
Was it 1938?
He’s a locksmith in paradise

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Pump the Jam
in "Mouse Music 2" (1991)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico
Citando Technotronic e Clint Eastwood

Do you feel lucky? [1]
C’mon, punk, make my day

Make my day

Pump, pump the jam
Pump it up
The jam is hot
The pump is hot
C’mon, c’mon, c’mon, punk
Pump it!
The jam, the jam, the jam

This is a ’44 Magnum,
the most powerful handgun in the world.
Do you feel lucky?
C’mon, punk, make my day

I know what you’re thinking, punk [2]
I know what you’re thinking...

[1] Paulo Lopes, no papel de Detective Callahan, também conhecido como Dirty Harry e interpretado por Clint Eastwood
[2] Thank you, Mr Eastwood

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Mouse Music (Elephant Man)
in "Mouse Music 2" (1991)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

– Are you a man or a mouse? [1]
– I’m a man, but I love mouse music.
– What’s that?
– Sweet sounds the children of the night [2] make.
– How’s that done?
– With the aid of the best technology available to…mankind.
– How’s that done?
– Well, my dear, perhaps my assistant [3] can explain.

– Well honey, first you catch a mouse.
– With cheese?

Then you hold the mouse
And then you squeeze

Mouse, mouse, mouse
Mouse music

This ain’t no shithouse!

[1] Imaginem a Minnie Mouse a entrevistar o Conde Drácula, na sua fase de morcego...
[2] A inspiração para a voz do conde veio do Gary Oldman, no Bram Stoker’s Dracula, de Coppola, que passou no Cinema Stop
[3] Seria o Reinfield, interpretado pelo Tom Waits

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Mouse Music
in "Mouse Music" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

– Are you a man or a mouse? [1]
– I’m a man, but I love mouse music.
– What’s that?
– Sweet sounds the children of the night [2] make.
– How’s that done?
– With the aid of the best technology available to…mankind.
– How’s that done?
– Well, my dear, perhaps my assistant [3] can explain.

– Well honey, first you catch a mouse.
– With cheese?
Then you hold the mouse
And then you squeeze

Mouse, mouse, mouse
Mouse music

This ain’t no shithouse!

[1] Imaginem a Minnie Mouse a entrevistar o Conde Drácula, na sua fase de morcego...
[2] A inspiração para a voz do conde veio do Gary Oldman, no Bram Stoker’s Dracula, de Coppola, que passou no Cinema Stop
[3] Seria o Reinfield, interpretado pelo Tom Waits

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Kit (solução)
in "Mouse Music" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

- Everything is so dark. Is it night?
- Yeah. But don’t worry; I’ll take care of you.

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Mamapapa
in "Mouse Music" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Mama, mama, papa, papa
Bebe, bebe, fuma, fuma
Toma, toma, chupa, chupa
Upa, upa, come

Mamã consome
Papá consome
Bebé consome
Consome, filha / filho!

Consome, consome
Mata a fome

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Dash City
in "Mouse Music" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Groovy town!
Yeah...
And the people
Hmmm...

Town / Dash city

The buildings so tall
The streets so clean
The colours so bright
The cars so fast
The weather so warm
And the drinks so cheap
The food so tasty
The language very typical

The buildings so warm
The streets so fast
The colours so clean
The cars so bright
The weather so cheap
And the drinks so tall
The food so typical
The language very tasty

[1] Dash City: Imaginem um autocarro cheio de turistas extraterrestres. O questionário de bordo deixa os adjectivos em branco, do tipo: “The buildings so ___” para serem preenchidos pelos utentes.

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Nagasaki, mon amour
in "Mouse Music" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Nous irons à la plage
S’il n’y a pas de nuages

S’il fait beau, nous porterons nos maillots

Il y a des choses qui fascinent
À la plage, même à la piscine
J’aime bien, je confesse
Tout le monde en topless

Nous irons à la plage
S’il n’y a pas de nuages

S’il fait beau, nous plongerons dans l’eau

Une telle lumière sur le sable blanc
C’est presque toujours charmant
Des nuages comme des petits moutons
En voilà un comme un champignon

Nous irons à la plage
S’il n’y a pas de nuages

S’il fait beau, nous porterons nos maillots
S’il fait beau

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Lolita
in "Mouse Music" (1999)
Letra: Vladimir Nabokov
Música: Repórter Estrábico

The tip of the tongue
Taking a trip of three steps
Down the palate
To tap, at three,
On the teeth

Lolita
Light of my life
Lolita
Fire of my loins
Lolita
My sin, my soul

My sin, my soul
My sin, my soul
My sin, my soul

Come to Daddy [1]

[1] James Mason: She was Lo, plain Lo, in the morning, standing four feet ten in one sock. She was Lola in slacks. She was Dolly at school. She was Dolores on the dotted line. But in my arms she was always Lolita.

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Coisa Chata
in "Mouse Music" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

É uma coisa esquiva
Não lhe posso pôr o dedo
É uma coisa viva
Feita d’audácia e de medo
É uma coisa danada
Nunca é só cerebral
Não seria tão pesada
Se fosse só cerebral

Qual é coisa, qual é ela
Que ao arder me consome
Não é feia, não é bela
É uma espécie de fome

Como dói, coisa chata
Não mata...

É uma coisa à parte
Para ser considerada
É uma obra de arte
À qual falta a pincelada
É uma coisa incerta
Que ainda não defini
Uma coisa que desperta
Quando estou perto de ti

Qual é coisa, qual é ela
Que ao arder me consome
Não é feia, não é bela
É uma espécie de fome

Ai, como dói
Coisa chata
Não mata mas mói

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John Wayne Bobbit
in "Mouse Music" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

One man, one soul
One man made whole
One man cut in half
What a man, what a laugh

Are you man enough?

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Mnemónica
in "Mouse Music" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Foi um Verão feliz
De creme no nariz
Sem nada em que cismar
Senão nas ondas do mar


Ficámos estiraçados
Horas a eito
De ambos os lados
Omoplatas e peito

Que cheiro tão bom
A carne bem passada
E ao fundo o som
Das buzinas na estrada

Se bem me lembro
Em meados de Setembro
Foi na praia da Memória
Que tu passaste à História

Mnemónica, já te esqueci
Mnemónica, já te esqueci

Vi-te no outro dia
Mas fiz que não te via
Vi-te, Mnemónica, vi-te [1]
Envolta em celulite

Que culpa tenho eu
Que estejas cheia de pneu
Tal e qual a irmã
Do “homem Michelin” [2].

Acabou-se-nos a sorte
Com aquele Surf Report [3]
Que só nos promete
Que o mar vai estar flat

Se bem me lembro
Em meados de Setembro
Foi na praia da Memória [4]
Que tu passaste à História

Mnemónica, já te esqueci
Mnemónica, já te esqueci
Mnemónica, a ti e ao jetski / e àquele bikini [5]

O culto do sol
Põe-me sempre tão mole
Chega-me o sono
Pelo buraco do ozono
Toda aquela areia
Parecia boa ideia
Não saio da esplanada
Sem a praia alcatifada [6]

Se bem me lembro
Em meados de Setembro
Foi na praia da Memória
Que tu passaste à História

[1] Monica Vitti, actriz
[2] Também conhecido por Bibendum
[3] A Sic Radical, nos seus primórdios
[4] Também conhecida por Praia da Galp, em Matosinhos
[5] Ilha de Bikini, que deu o nome aos fatos de banho e que também inspirou a canção “Nagasaki, mon amour”
[6] Rima sugerida por Francisco Freixial, poeta urbano

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diSKAsound
in "Mouse Music" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

What does it mean?

[1] diSKAsound: Canção fortemente inspirada pelos Bad Manners

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Be Free
in "Mouse Music" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico

I wanna be free
I wanna be me
I wanna be free

Free from what I want!

[1] Be Free: Esta canção foi um pretexto para fazermos o vídeo que acompanha os espectáculos e que ilustra o despedimento da Ginger das Spice Girls.

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Tabular
in "Mouse Music" (1999)
Letra: Luciano Barbosa
Música: Repórter Estrábico
Citando "Tubular Bells" de Mike Oldfield

Glockenspiel?

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Panic
in "Requiem" (1999)
Música: Repórter Estrábico
Vozes de "The NY Fire Department" e Janet Leigh

Kind of shaking, kind of moving like a wave...
Oh, my God! What’s happening here?
I was really nervous...

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Infernal
in "Requiem" (1999)
Letra: Trammps (L. Green & R. Casey)
Música: Trammps (L. Green & R. Casey)
Versão Repórter Estrábico

To my surprise
One hundred stories high [1]
To my surprise
One hundred stories high
I heard somebody say
Just can’t stop
I heard somebody say

Burning!
Burning in my soul / Coming from the soul

I heard somebody say
Don’t you rescue me!
No!
Get up, get on up!
Burning!
Coming from the soul
Let my spirit burn free
Let my spark get hot
I’m not talking ‘bout burning down the buildings
I’m burning, burning...

[1] Imaginem que, a 11/09/2001, estavam numa festa no 100º andar do World Trade Center... Olha o avião!

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Osama
in "Requiem" (1999)
Música: Repórter Estrábico
Vozes recolhidas algures na rádio


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Requiem
in "Requiem" (1999)
Música: Repórter Estrábico


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Life Goes On (WTC Panic Mix)
in "Requiem" (1999)
Música: Repórter Estrábico


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Disco Heavy
in "UnoDos" (1991)
Letra: António Olaio, L. Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Mommy was a singer
Daddy was a priest
The wind broke my window
With its invisible fist

I’m a disco heavy [1]
But I’m alright
I dance all day
And I dance all night

I’m a disco heavy
But I’m OK
I dance all night
And I sleep all day

First floor
Lived an old spinster
Ground floor
Lived a blonde whore
Second floor
Lived a Dutch fairy
At the third floor
Knock on my door

For high notes
Break the dishes
With low notes
I say my prayers

[1] Monty Python / Malucos do Circo, o sketch do lenhador e da polícia montada

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Pois Pois
in "UnoDos" (1991)
Letra: L. Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Hã, hã, pois, pois

Hey babe, o que é que te falta
das Barriguitas? [1]

A minha namorada deixou-me [2]; estou perfeitamente destroçado.
O pior são as crianças; não as quero deixar com a minha sogra
que é um perfeito crocodilo…
Não sei mesmo se venda o apartamento ou se troque o Ferrari…
Caramba, estou mesmo deprimido.

[1] Desde 1979 las muñecas Barriguitas acompañaron a muchas niñas en sus juegos
[2] Discurso inspirado no Zéquinha, filho-família da Foz do Douro

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John Wayne
in "UnoDos" (1991)
Letra: António Olaio, L. Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Mad triangles
Hit you on the front
Crazy squares
Are too shy
To deny
What she told you
Last night

Love affairs
Wishful thoughts
Dream walkers
Just can’t realise
Housewives
That try
So hard
To make ends meet

We were all a happy family
We lived on a farm in ol’ Tennessee
My sis’ was real cute; we named her “Toots”
One day I traded her for a pair of boots
My brother chawed on everything he could find
He sure did
We used to call him “Billy the Kid”

Now, sometimes I slept on my ma’s bed
My step pa was jealous, it made him mad
He must’ve gotten sick of all that jive
One night he shot me with his 45
You mean motherfucker! - I cried
I spewed out some blood, and then I died

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Les amours d'Alcazar
in "UnoDos" (1991)
Letra: António Olaio
Música: Repórter Estrábico

Les amours d’Alcazar [1]
Timides, embrassent
Les ombres des fleurs
Et les yeuxs de Dieu

Les amours d’Alcazar
Attendent silencieux
Le dernier train
De la Gare de Saint Lazare

[1] Era Salazar, mas o Zé Ferrão censurou. Fazia mais sentido o original por se referir aos emigrantes em França

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Eyes are crossed
in "UnoDos" (1991)
Letra: Willie “Loco” Alexander
Música: Willie “Loco” Alexander
Versão Repórter Estrábico

I love you cos you’re nice and soft
I love you cos you get me off
I love you, don’t care what you cost
I love you cos your eyes are crossed

I love you and I think you’re swell
I love you and the way you smell
I love the way you turn ’n’ toss
I love you cos your eyes are crossed

I look at you looking up from the tub
I took to you like you was a drug
I look at you looking up from the tub
I took to you, took to you, took to you

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50 milla lire
in "UnoDos" (1991)
Letra: António Olaio, L. Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Dois rádios a pilhas, três divãs
Quanto custam?
Cash
Um carro amarelo, um pneu suplente
Quanto custam?
Money

Um livro de bolso, três fatos completos
Quanto custam?
Cash Money

Concerto moderno, pintura moderna [1]
Quanto custam?
Johnny Cash Money

50 milla lire! 50 milla lire! 50 milla lire!
50 milla lire! 50 milla lire! 50 milla lire!

Tom Jones – Big Mac – Mona Lisa – Cadillac

[1] Auto-retrato chapado do artista A. Olaio

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Tubarão
in "UnoDos" (1991)
Letra: L. Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Oh, no! Oh, no! Tubarão! [1]
Feed me! [2]

Lá no alto mar, a maré vazia
Ajuda a quebrar a monotonia
Badejo do Alaska [3] escapa-se da rede
‘Tava mesmo à rasca cheiinho de sede

Lá no alto mar, abunda a sardinha
Anda a passear sem pele e sem espinha
Quando o mar está mau, vêm dar às costas
Em águas de bacalhau, surfistas às postas

[1] Jaws, de Stephen Spielberg
[2] Little Shop of Horrors / Lojinha dos Horrores, de Roger Corman
[3] Vulgo “delícias do mar”

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Elliot Ness
in "UnoDos" (1991)
Letra: L. Barbosa
Música: Repórter Estrábico

Mr Ness [1]
You took away the mess
Mr Ness
You cleaned up the mess
Mr Ness
You took away the mess
Gee, man
I really dig the way you dress

Mr Ness
You took away the mess
Mr Ness
You cleaned up the mess
Mr Ness
We’re drinking too fast
Mr Ness, Mr Ness, Mr Elliot Ness

Mr Ness
You took away the mash
Mr Ness
You took all the sour mash
Oh, the stress, Mr Ness
Yes!
I could do with a drink, Mr Ness
Yes!
I’m a mess, I guess, Mr Ness
Yep
No good goin’ West, Mr Ness?

[1] The Untouchables / Os Intocáveis, série de TV, com Robert Stack

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Houdini
in "UnoDos" (1991)
Letra: António Olaio, L. Barbosa
Música: Repórter Estrábico

There are many ways to let you out
Many ways to wriggle free
You don’t have to be a girl / boy scout
To get away from me

Houdini’s black boxes
Houdini’s iron keys
Houdini’s rubber chains
Can’t tie you to me

Who, who, who, dini, dini
Who, who, who, dini, dini
Who, who, who are you?

With a flick of the wrist
And a smile upon his face
He turned into mist
Gone without a trace
He made his last escape
Before our very eyes
Was it 1938?
He’s a locksmith in paradise

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Telefonemas eróticos
in "UnoDos" (1991)
Letra: António Olaio
Música: Repórter Estrábico

Seven, three, o, five, eight, six, four… [1]
Dois, três, três, dois, um... Alô, Suzanne Jaune?
Suzanne n’est pas lá! Elle est allée chez moi.

Tu sei cosi bella, mio amore
Tu sei cosi carina, mio amore

[1] Número de telefone do Barbosa, em Londres
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Ouvir

Ou Vai Ou Racha
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Música: M. Calapez Now or Never Mix

REmix - Repórter Estrábico REmisturado por DJs portugueses

A ideia das REmisturas surgiu há vários anos; da vontade de fazer saltar as canções do Repórter Estrábico dos discos e dos concertos para as pistas de dança das discotecas. «Era ainda o Repórter Estrábico um estagiário; um Escriba Vesgo que distribuía cafés e corREspondência na REdacção da vida, e já havia a intenção de se entREgar a nossa obra aos grandes músicos/produtoREs de então: Trevor Horn, Brian Eno, Tozé Brito», conta Luciano Barbosa, Líder do Repórter Estrábico.

«Estes iriam desempenhar, mais do que o papel de produtoREs, o papel de REmixers, REmisturadoREs, REfugadoREs, etc. As verbas disponibilizadas pelas editoras nunca o permitiram, e os produtoREs do RE nunca foram escolhidos pela banda, à excepção do Jonathan Miller, do Vítor Rua, do Carlos Maria Trindade, do Alex Fx, do João Neves e do próprio RE, obtendo, não obstante, os excelentes REsultados que estão à vista e aos ouvidos de todos. Se o primeiro milho é para os passarinhos, os louros são para os papagaios», conclui o Líder.

No início de 2006, a banda lançou o convite a uma dúzia de DJs. O desafio era para escolheREm qualquer tema do seu REpertório discográfico e deitar mãos à obra de REmisturar Repórter Estrábico. As REspostas foram entusiastas, e logo surgiram as primeiras versões.

Manuel Calapez foi o primeiro a apREsentar trabalho, com a sua versão de Now Or Never, REmistura de Ou Vai ou Racha, integrado no álbum Eurovisão, de 2004. «Ao longo do tempo, foram várias as vezes que me cruzei com os Repórter Estrábico. Fosse pela estranheza que o nome me provocava (um Repórter Estrábico só vê metade do que devia ou o dobro?), ou pela inquietude que as suas produções me infligiam», REvela Manuel Calapez.«EntRE elas está este Ou Vai ou Racha, não apenas pela hipnótica linha de arpejos, que me delicia e com que me identifiquei nos primeiros instantes, mas também pela surpREsa que me provocou o título. Coincidia com o meu espírito na altura; acabado de voltar de LondREs e apostado em pôr de lado o curso de Química, pondo tudo em jogo na produção e DJing.

Segundo Calapez, «a REmistura construiu-se quase a si própria. “Samplei” diREctamente da faixa terminada. Gosto da sujidade e erro ineREntes a este processo, gosto do universo que utiliza métodos semelhantes a este, produzindo sons cheios (no limite da distorção) e beats duros». A REmistura final acolhe algumas Referências suas: «os Justice, Digitalism, Erol Alkan, Klaxons, Soulwax, Boys Noize».

Informado pelo colega Calapez, o DJ Pink Boy, ilustRE REsidente da discoteca Lux, em Lisboa, quis fazer parte e escolheu Pois, Pois, sem hesitações.

Alguns meses mediaram a entREga das pistas do tema ao DJ Pink Boy. Pois Pois foi originalmente editado no álbum Uno Dos, cujo master foi entREtanto gentilmente cedido pela Universal Music Portugal, no mais nostálgico dos suportes: a bobine de banda magnética de 2’/24 pistas. Já tinham sido cedidas as pistas do álbum Mouse Music pela Norte/Sul-Valentim de Carvalho e, depois, foram-no também as pistas do 1Bigo e do Disco de Prata, pela Numérica.

Nesta fase, e já com muitos e-mails cruzados, Luciano Barbosa encontrou o nome perfeito para o até então nomeado “projecto de REmisturas” na REsposta a uma mensagem de corREio electrónico trocada com Alex Fx, mais pREcisamente na linha do “assunto”; RE: mix. Mais tarde, surgiu o conceito dos espectáculos; DigREssão dos Pratos Para a Pista e a sua ideia de grafar sempRE a combinação da consoante/vogal “RE”, «REspeitando esta maiúsculinidade».

Ao vivo, o REmix – DigREssão dos Pratos Para a Pista – associa o concerto do Repórter Estrábico, num alinhamento composto por vários clássicos da banda em versão electrónica, ao prolongamento da festa – em versão electrónica ou talvez não – pelo DJ convidado.

O DJ Murka, autor da REmistura de I Want MoRE, descREve-a como a sua Dance Little Sister, acolhendo um universo de sonoridades «a bombar». Já para Alex FX, «a Lolita seria sempRE a mais difícil e complexa de REmisturar; daí ter optado por uma REcriação que de alguma forma acaba por se fundir com a original. A matriz ficou muitíssimo mais electrónica, mas a essência está lá toda! A REvisão da Coisa Chata permitiu REfazer o que ficou como que o "trabalho de casa" da versão colocada em Mouse Music, ou seja, deu-se o protagonismo principal à envolvência – mas mantiveram-se os Space Echoes», conclui Alex Fx.

Ka§par (Tubarão) e Tó Ricciardi (Disco Heavy) são os restantes DJs que já apREsentaram as suas REmisturas.

Ao Líder do Repórter Estrábico, as versões entREgues até agora sugeREm-lhe que «a arte da REmistura provém do REspeito ao desREspeito», acREscentado que «é, pois, com enorme prazer que tenho constatado que, ao menos, esta máxima está a ser REspeitada».

Em 2007, o Repórter Estrábico continuará a surpREender, com a DigREssão Dos Pratos Para a Pista ao vivo e alargando o convite a DJs e produtoREs estrangeiros. Antecipa-se uma possível edição discográfica do REmix.

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Ouvir

Coisa Chata
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)
Música: Alex FX Remix - Edit

REmix - Repórter Estrábico REmisturado por DJs portugueses

A ideia das REmisturas surgiu há vários anos; da vontade de fazer saltar as canções do Repórter Estrábico dos discos e dos concertos para as pistas de dança das discotecas. «Era ainda o Repórter Estrábico um estagiário; um Escriba Vesgo que distribuía cafés e corREspondência na REdacção da vida, e já havia a intenção de se entREgar a nossa obra aos grandes músicos/produtoREs de então: Trevor Horn, Brian Eno, Tozé Brito», conta Luciano Barbosa, Líder do Repórter Estrábico.

«Estes iriam desempenhar, mais do que o papel de produtoREs, o papel de REmixers, REmisturadoREs, REfugadoREs, etc. As verbas disponibilizadas pelas editoras nunca o permitiram, e os produtoREs do RE nunca foram escolhidos pela banda, à excepção do Jonathan Miller, do Vítor Rua, do Carlos Maria Trindade, do Alex Fx, do João Neves e do próprio RE, obtendo, não obstante, os excelentes REsultados que estão à vista e aos ouvidos de todos. Se o primeiro milho é para os passarinhos, os louros são para os papagaios», conclui o Líder.

No início de 2006, a banda lançou o convite a uma dúzia de DJs. O desafio era para escolheREm qualquer tema do seu REpertório discográfico e deitar mãos à obra de REmisturar Repórter Estrábico. As REspostas foram entusiastas, e logo surgiram as primeiras versões.

Manuel Calapez foi o primeiro a apREsentar trabalho, com a sua versão de Now Or Never, REmistura de Ou Vai ou Racha, integrado no álbum Eurovisão, de 2004. «Ao longo do tempo, foram várias as vezes que me cruzei com os Repórter Estrábico. Fosse pela estranheza que o nome me provocava (um Repórter Estrábico só vê metade do que devia ou o dobro?), ou pela inquietude que as suas produções me infligiam», REvela Manuel Calapez.«EntRE elas está este Ou Vai ou Racha, não apenas pela hipnótica linha de arpejos, que me delicia e com que me identifiquei nos primeiros instantes, mas também pela surpREsa que me provocou o título. Coincidia com o meu espírito na altura; acabado de voltar de LondREs e apostado em pôr de lado o curso de Química, pondo tudo em jogo na produção e DJing.

Segundo Calapez, «a REmistura construiu-se quase a si própria. “Samplei” diREctamente da faixa terminada. Gosto da sujidade e erro ineREntes a este processo, gosto do universo que utiliza métodos semelhantes a este, produzindo sons cheios (no limite da distorção) e beats duros». A REmistura final acolhe algumas Referências suas: «os Justice, Digitalism, Erol Alkan, Klaxons, Soulwax, Boys Noize».

Informado pelo colega Calapez, o DJ Pink Boy, ilustRE REsidente da discoteca Lux, em Lisboa, quis fazer parte e escolheu Pois, Pois, sem hesitações.

Alguns meses mediaram a entREga das pistas do tema ao DJ Pink Boy. Pois Pois foi originalmente editado no álbum Uno Dos, cujo master foi entREtanto gentilmente cedido pela Universal Music Portugal, no mais nostálgico dos suportes: a bobine de banda magnética de 2’/24 pistas. Já tinham sido cedidas as pistas do álbum Mouse Music pela Norte/Sul-Valentim de Carvalho e, depois, foram-no também as pistas do 1Bigo e do Disco de Prata, pela Numérica.

Nesta fase, e já com muitos e-mails cruzados, Luciano Barbosa encontrou o nome perfeito para o até então nomeado “projecto de REmisturas” na REsposta a uma mensagem de corREio electrónico trocada com Alex Fx, mais pREcisamente na linha do “assunto”; RE: mix. Mais tarde, surgiu o conceito dos espectáculos; DigREssão dos Pratos Para a Pista e a sua ideia de grafar sempRE a combinação da consoante/vogal “RE”, «REspeitando esta maiúsculinidade».

Ao vivo, o REmix – DigREssão dos Pratos Para a Pista – associa o concerto do Repórter Estrábico, num alinhamento composto por vários clássicos da banda em versão electrónica, ao prolongamento da festa – em versão electrónica ou talvez não – pelo DJ convidado.

O DJ Murka, autor da REmistura de I Want MoRE, descREve-a como a sua Dance Little Sister, acolhendo um universo de sonoridades «a bombar». Já para Alex FX, «a Lolita seria sempRE a mais difícil e complexa de REmisturar; daí ter optado por uma REcriação que de alguma forma acaba por se fundir com a original. A matriz ficou muitíssimo mais electrónica, mas a essência está lá toda! A REvisão da Coisa Chata permitiu REfazer o que ficou como que o "trabalho de casa" da versão colocada em Mouse Music, ou seja, deu-se o protagonismo principal à envolvência – mas mantiveram-se os Space Echoes», conclui Alex Fx.

Ka§par (Tubarão) e Tó Ricciardi (Disco Heavy) são os restantes DJs que já apREsentaram as suas REmisturas.

Ao Líder do Repórter Estrábico, as versões entREgues até agora sugeREm-lhe que «a arte da REmistura provém do REspeito ao desREspeito», acREscentado que «é, pois, com enorme prazer que tenho constatado que, ao menos, esta máxima está a ser REspeitada».

Em 2007, o Repórter Estrábico continuará a surpREender, com a DigREssão Dos Pratos Para a Pista ao vivo e alargando o convite a DJs e produtoREs estrangeiros. Antecipa-se uma possível edição discográfica do REmix.

 

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Ouvir

Tubarão
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Música: Ka§par

REmix - Repórter Estrábico REmisturado por DJs portugueses

A ideia das REmisturas surgiu há vários anos; da vontade de fazer saltar as canções do Repórter Estrábico dos discos e dos concertos para as pistas de dança das discotecas. «Era ainda o Repórter Estrábico um estagiário; um Escriba Vesgo que distribuía cafés e corREspondência na REdacção da vida, e já havia a intenção de se entREgar a nossa obra aos grandes músicos/produtoREs de então: Trevor Horn, Brian Eno, Tozé Brito», conta Luciano Barbosa, Líder do Repórter Estrábico.

«Estes iriam desempenhar, mais do que o papel de produtoREs, o papel de REmixers, REmisturadoREs, REfugadoREs, etc. As verbas disponibilizadas pelas editoras nunca o permitiram, e os produtoREs do RE nunca foram escolhidos pela banda, à excepção do Jonathan Miller, do Vítor Rua, do Carlos Maria Trindade, do Alex Fx, do João Neves e do próprio RE, obtendo, não obstante, os excelentes REsultados que estão à vista e aos ouvidos de todos. Se o primeiro milho é para os passarinhos, os louros são para os papagaios», conclui o Líder.

No início de 2006, a banda lançou o convite a uma dúzia de DJs. O desafio era para escolheREm qualquer tema do seu REpertório discográfico e deitar mãos à obra de REmisturar Repórter Estrábico. As REspostas foram entusiastas, e logo surgiram as primeiras versões.

Manuel Calapez foi o primeiro a apREsentar trabalho, com a sua versão de Now Or Never, REmistura de Ou Vai ou Racha, integrado no álbum Eurovisão, de 2004. «Ao longo do tempo, foram várias as vezes que me cruzei com os Repórter Estrábico. Fosse pela estranheza que o nome me provocava (um Repórter Estrábico só vê metade do que devia ou o dobro?), ou pela inquietude que as suas produções me infligiam», REvela Manuel Calapez.«EntRE elas está este Ou Vai ou Racha, não apenas pela hipnótica linha de arpejos, que me delicia e com que me identifiquei nos primeiros instantes, mas também pela surpREsa que me provocou o título. Coincidia com o meu espírito na altura; acabado de voltar de LondREs e apostado em pôr de lado o curso de Química, pondo tudo em jogo na produção e DJing.

Segundo Calapez, «a REmistura construiu-se quase a si própria. “Samplei” diREctamente da faixa terminada. Gosto da sujidade e erro ineREntes a este processo, gosto do universo que utiliza métodos semelhantes a este, produzindo sons cheios (no limite da distorção) e beats duros». A REmistura final acolhe algumas Referências suas: «os Justice, Digitalism, Erol Alkan, Klaxons, Soulwax, Boys Noize».

Informado pelo colega Calapez, o DJ Pink Boy, ilustRE REsidente da discoteca Lux, em Lisboa, quis fazer parte e escolheu Pois, Pois, sem hesitações.

Alguns meses mediaram a entREga das pistas do tema ao DJ Pink Boy. Pois Pois foi originalmente editado no álbum Uno Dos, cujo master foi entREtanto gentilmente cedido pela Universal Music Portugal, no mais nostálgico dos suportes: a bobine de banda magnética de 2’/24 pistas. Já tinham sido cedidas as pistas do álbum Mouse Music pela Norte/Sul-Valentim de Carvalho e, depois, foram-no também as pistas do 1Bigo e do Disco de Prata, pela Numérica.

Nesta fase, e já com muitos e-mails cruzados, Luciano Barbosa encontrou o nome perfeito para o até então nomeado “projecto de REmisturas” na REsposta a uma mensagem de corREio electrónico trocada com Alex Fx, mais pREcisamente na linha do “assunto”; RE: mix. Mais tarde, surgiu o conceito dos espectáculos; DigREssão dos Pratos Para a Pista e a sua ideia de grafar sempRE a combinação da consoante/vogal “RE”, «REspeitando esta maiúsculinidade».

Ao vivo, o REmix – DigREssão dos Pratos Para a Pista – associa o concerto do Repórter Estrábico, num alinhamento composto por vários clássicos da banda em versão electrónica, ao prolongamento da festa – em versão electrónica ou talvez não – pelo DJ convidado.

O DJ Murka, autor da REmistura de I Want MoRE, descREve-a como a sua Dance Little Sister, acolhendo um universo de sonoridades «a bombar». Já para Alex FX, «a Lolita seria sempRE a mais difícil e complexa de REmisturar; daí ter optado por uma REcriação que de alguma forma acaba por se fundir com a original. A matriz ficou muitíssimo mais electrónica, mas a essência está lá toda! A REvisão da Coisa Chata permitiu REfazer o que ficou como que o "trabalho de casa" da versão colocada em Mouse Music, ou seja, deu-se o protagonismo principal à envolvência – mas mantiveram-se os Space Echoes», conclui Alex Fx.

Ka§par (Tubarão) e Tó Ricciardi (Disco Heavy) são os restantes DJs que já apREsentaram as suas REmisturas.

Ao Líder do Repórter Estrábico, as versões entREgues até agora sugeREm-lhe que «a arte da REmistura provém do REspeito ao desREspeito», acREscentado que «é, pois, com enorme prazer que tenho constatado que, ao menos, esta máxima está a ser REspeitada».

Em 2007, o Repórter Estrábico continuará a surpREender, com a DigREssão Dos Pratos Para a Pista ao vivo e alargando o convite a DJs e produtoREs estrangeiros. Antecipa-se uma possível edição discográfica do REmix.

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Ouvir

Lolita
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Música: Alex FX Remix - Edit

REmix - Repórter Estrábico REmisturado por DJs portugueses

A ideia das REmisturas surgiu há vários anos; da vontade de fazer saltar as canções do Repórter Estrábico dos discos e dos concertos para as pistas de dança das discotecas. «Era ainda o Repórter Estrábico um estagiário; um Escriba Vesgo que distribuía cafés e corREspondência na REdacção da vida, e já havia a intenção de se entREgar a nossa obra aos grandes músicos/produtoREs de então: Trevor Horn, Brian Eno, Tozé Brito», conta Luciano Barbosa, Líder do Repórter Estrábico.

«Estes iriam desempenhar, mais do que o papel de produtoREs, o papel de REmixers, REmisturadoREs, REfugadoREs, etc. As verbas disponibilizadas pelas editoras nunca o permitiram, e os produtoREs do RE nunca foram escolhidos pela banda, à excepção do Jonathan Miller, do Vítor Rua, do Carlos Maria Trindade, do Alex Fx, do João Neves e do próprio RE, obtendo, não obstante, os excelentes REsultados que estão à vista e aos ouvidos de todos. Se o primeiro milho é para os passarinhos, os louros são para os papagaios», conclui o Líder.

No início de 2006, a banda lançou o convite a uma dúzia de DJs. O desafio era para escolheREm qualquer tema do seu REpertório discográfico e deitar mãos à obra de REmisturar Repórter Estrábico. As REspostas foram entusiastas, e logo surgiram as primeiras versões.

Manuel Calapez foi o primeiro a apREsentar trabalho, com a sua versão de Now Or Never, REmistura de Ou Vai ou Racha, integrado no álbum Eurovisão, de 2004. «Ao longo do tempo, foram várias as vezes que me cruzei com os Repórter Estrábico. Fosse pela estranheza que o nome me provocava (um Repórter Estrábico só vê metade do que devia ou o dobro?), ou pela inquietude que as suas produções me infligiam», REvela Manuel Calapez.«EntRE elas está este Ou Vai ou Racha, não apenas pela hipnótica linha de arpejos, que me delicia e com que me identifiquei nos primeiros instantes, mas também pela surpREsa que me provocou o título. Coincidia com o meu espírito na altura; acabado de voltar de LondREs e apostado em pôr de lado o curso de Química, pondo tudo em jogo na produção e DJing.

Segundo Calapez, «a REmistura construiu-se quase a si própria. “Samplei” diREctamente da faixa terminada. Gosto da sujidade e erro ineREntes a este processo, gosto do universo que utiliza métodos semelhantes a este, produzindo sons cheios (no limite da distorção) e beats duros». A REmistura final acolhe algumas Referências suas: «os Justice, Digitalism, Erol Alkan, Klaxons, Soulwax, Boys Noize».

Informado pelo colega Calapez, o DJ Pink Boy, ilustRE REsidente da discoteca Lux, em Lisboa, quis fazer parte e escolheu Pois, Pois, sem hesitações.

Alguns meses mediaram a entREga das pistas do tema ao DJ Pink Boy. Pois Pois foi originalmente editado no álbum Uno Dos, cujo master foi entREtanto gentilmente cedido pela Universal Music Portugal, no mais nostálgico dos suportes: a bobine de banda magnética de 2’/24 pistas. Já tinham sido cedidas as pistas do álbum Mouse Music pela Norte/Sul-Valentim de Carvalho e, depois, foram-no também as pistas do 1Bigo e do Disco de Prata, pela Numérica.

Nesta fase, e já com muitos e-mails cruzados, Luciano Barbosa encontrou o nome perfeito para o até então nomeado “projecto de REmisturas” na REsposta a uma mensagem de corREio electrónico trocada com Alex Fx, mais pREcisamente na linha do “assunto”; RE: mix. Mais tarde, surgiu o conceito dos espectáculos; DigREssão dos Pratos Para a Pista e a sua ideia de grafar sempRE a combinação da consoante/vogal “RE”, «REspeitando esta maiúsculinidade».

Ao vivo, o REmix – DigREssão dos Pratos Para a Pista – associa o concerto do Repórter Estrábico, num alinhamento composto por vários clássicos da banda em versão electrónica, ao prolongamento da festa – em versão electrónica ou talvez não – pelo DJ convidado.

O DJ Murka, autor da REmistura de I Want MoRE, descREve-a como a sua Dance Little Sister, acolhendo um universo de sonoridades «a bombar». Já para Alex FX, «a Lolita seria sempRE a mais difícil e complexa de REmisturar; daí ter optado por uma REcriação que de alguma forma acaba por se fundir com a original. A matriz ficou muitíssimo mais electrónica, mas a essência está lá toda! A REvisão da Coisa Chata permitiu REfazer o que ficou como que o "trabalho de casa" da versão colocada em Mouse Music, ou seja, deu-se o protagonismo principal à envolvência – mas mantiveram-se os Space Echoes», conclui Alex Fx.

Ka§par (Tubarão) e Tó Ricciardi (Disco Heavy) são os restantes DJs que já apREsentaram as suas REmisturas.

Ao Líder do Repórter Estrábico, as versões entREgues até agora sugeREm-lhe que «a arte da REmistura provém do REspeito ao desREspeito», acREscentado que «é, pois, com enorme prazer que tenho constatado que, ao menos, esta máxima está a ser REspeitada».

Em 2007, o Repórter Estrábico continuará a surpREender, com a DigREssão Dos Pratos Para a Pista ao vivo e alargando o convite a DJs e produtoREs estrangeiros. Antecipa-se uma possível edição discográfica do REmix.

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Ouvir

Disco Heavy
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Música: Tó Ricciardi

REmix - Repórter Estrábico REmisturado por DJs portugueses

A ideia das REmisturas surgiu há vários anos; da vontade de fazer saltar as canções do Repórter Estrábico dos discos e dos concertos para as pistas de dança das discotecas. «Era ainda o Repórter Estrábico um estagiário; um Escriba Vesgo que distribuía cafés e corREspondência na REdacção da vida, e já havia a intenção de se entREgar a nossa obra aos grandes músicos/produtoREs de então: Trevor Horn, Brian Eno, Tozé Brito», conta Luciano Barbosa, Líder do Repórter Estrábico.

«Estes iriam desempenhar, mais do que o papel de produtoREs, o papel de REmixers, REmisturadoREs, REfugadoREs, etc. As verbas disponibilizadas pelas editoras nunca o permitiram, e os produtoREs do RE nunca foram escolhidos pela banda, à excepção do Jonathan Miller, do Vítor Rua, do Carlos Maria Trindade, do Alex Fx, do João Neves e do próprio RE, obtendo, não obstante, os excelentes REsultados que estão à vista e aos ouvidos de todos. Se o primeiro milho é para os passarinhos, os louros são para os papagaios», conclui o Líder.

No início de 2006, a banda lançou o convite a uma dúzia de DJs. O desafio era para escolheREm qualquer tema do seu REpertório discográfico e deitar mãos à obra de REmisturar Repórter Estrábico. As REspostas foram entusiastas, e logo surgiram as primeiras versões.

Manuel Calapez foi o primeiro a apREsentar trabalho, com a sua versão de Now Or Never, REmistura de Ou Vai ou Racha, integrado no álbum Eurovisão, de 2004. «Ao longo do tempo, foram várias as vezes que me cruzei com os Repórter Estrábico. Fosse pela estranheza que o nome me provocava (um Repórter Estrábico só vê metade do que devia ou o dobro?), ou pela inquietude que as suas produções me infligiam», REvela Manuel Calapez.«EntRE elas está este Ou Vai ou Racha, não apenas pela hipnótica linha de arpejos, que me delicia e com que me identifiquei nos primeiros instantes, mas também pela surpREsa que me provocou o título. Coincidia com o meu espírito na altura; acabado de voltar de LondREs e apostado em pôr de lado o curso de Química, pondo tudo em jogo na produção e DJing.

Segundo Calapez, «a REmistura construiu-se quase a si própria. “Samplei” diREctamente da faixa terminada. Gosto da sujidade e erro ineREntes a este processo, gosto do universo que utiliza métodos semelhantes a este, produzindo sons cheios (no limite da distorção) e beats duros». A REmistura final acolhe algumas Referências suas: «os Justice, Digitalism, Erol Alkan, Klaxons, Soulwax, Boys Noize».

Informado pelo colega Calapez, o DJ Pink Boy, ilustRE REsidente da discoteca Lux, em Lisboa, quis fazer parte e escolheu Pois, Pois, sem hesitações.

Alguns meses mediaram a entREga das pistas do tema ao DJ Pink Boy. Pois Pois foi originalmente editado no álbum Uno Dos, cujo master foi entREtanto gentilmente cedido pela Universal Music Portugal, no mais nostálgico dos suportes: a bobine de banda magnética de 2’/24 pistas. Já tinham sido cedidas as pistas do álbum Mouse Music pela Norte/Sul-Valentim de Carvalho e, depois, foram-no também as pistas do 1Bigo e do Disco de Prata, pela Numérica.

Nesta fase, e já com muitos e-mails cruzados, Luciano Barbosa encontrou o nome perfeito para o até então nomeado “projecto de REmisturas” na REsposta a uma mensagem de corREio electrónico trocada com Alex Fx, mais pREcisamente na linha do “assunto”; RE: mix. Mais tarde, surgiu o conceito dos espectáculos; DigREssão dos Pratos Para a Pista e a sua ideia de grafar sempRE a combinação da consoante/vogal “RE”, «REspeitando esta maiúsculinidade».

Ao vivo, o REmix – DigREssão dos Pratos Para a Pista – associa o concerto do Repórter Estrábico, num alinhamento composto por vários clássicos da banda em versão electrónica, ao prolongamento da festa – em versão electrónica ou talvez não – pelo DJ convidado.

O DJ Murka, autor da REmistura de I Want MoRE, descREve-a como a sua Dance Little Sister, acolhendo um universo de sonoridades «a bombar». Já para Alex FX, «a Lolita seria sempRE a mais difícil e complexa de REmisturar; daí ter optado por uma REcriação que de alguma forma acaba por se fundir com a original. A matriz ficou muitíssimo mais electrónica, mas a essência está lá toda! A REvisão da Coisa Chata permitiu REfazer o que ficou como que o "trabalho de casa" da versão colocada em Mouse Music, ou seja, deu-se o protagonismo principal à envolvência – mas mantiveram-se os Space Echoes», conclui Alex Fx.

Ka§par (Tubarão) e Tó Ricciardi (Disco Heavy) são os restantes DJs que já apREsentaram as suas REmisturas.

Ao Líder do Repórter Estrábico, as versões entREgues até agora sugeREm-lhe que «a arte da REmistura provém do REspeito ao desREspeito», acREscentado que «é, pois, com enorme prazer que tenho constatado que, ao menos, esta máxima está a ser REspeitada».

Em 2008, o Repórter Estrábico continuará a surpREender, com a DigREssão Dos Pratos Para a Pista e alargando o convite a outros DJs e produtoREs.

 

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Ouvir

Charlie Don't Surf
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Música: Repórter Estrábico

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Ouvir

Pele
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Música: Repórter Estrábico

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Ouvir

Mnemónica
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Música: Repórter Estrábico

 
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