» Requiem
“ Everywhere, downtown,
there is this vague smell of death. The city is too quiet. The gaping amputation from the skyline screams to be looked at. “What’s wrong with this picture?” you ask yourself, studying NYC’s skylin from every possible angle. Several times during the past two weeks, I have looked into the sky, thinking the Towers were back. I have been told that amputees often feel pain in their missing limbs. “ Israel Horovitz No tempo em que uma pequena e intrépida máscara de gás, que qual burqua obrigatória, nos cobre as faces mascarradas e mal esconde a nossa vergonha acidentalmente ocidental, corremos a ocultar a nossa identidade num esconderijo com sete palmos de terra. Original soundtrack for the text "3 Weeks After Paradise", by Israel Horovitz, based on the September 11 tragedy and staged by Teatro Plástico - under the title "Depois do Paraíso" - in a ferryboat moored on the river Douro. Acknowledgments: Trammps (L. Green & R. Casey), Bernard Hermann, Jimi Hendrix, Janet Leigh, Beastie Boys, Israel Horovitz, Paulo Américo, TV and radio reporters, commentators and casual performers worldwide. Recorded, produced, mixed and mastered by João Neves and Repórter Estrábico at Espaço de Sons, Aveiro - Portugal. 2002.
» Eurovisão
São 10 canções, senhoras e senhores, meninos e meninas, que nos bastidores aguardam a votação do júri europeu.
São 10 canções que mancham com o suor da expectativa os seus trajes domingueiros regionais, 10 canções que de tudo fazem para conquistar um voto favorável. São 10 canções que de bom grado dormem com os quinze elementos do júri, que de bom grado acomodam o inevitável alargamento a 25 membros. São 10 canções que representam 10 microclimas, que englobam 10 políticas agrícolas incomuns, 10 retratos da condição humana e inumana, 10 exemplos de cidadania e ciganagem europeia. São 10 canções que contemplam o amor e o ódio, o escárnio e a compaixão, a crítica e o louvor. São 10 canções, senhores, que nada têm de concertadas, de legisladas, de regulamentadas. 10 canções que não são fruto de subsídios, que não são fruto normalizado. 10 canções de repulsa à convenção, de repúdio à contenção, de revolta e reviravolta. São 10 canções que desafiam as leis da gravidade, as leis do clero, as leis da nobreza. São 10 canções que pintam paredes e fogem à polícia. São 10 canções de luta, 10 canções de mensagem fácil, canções popularuchas, canções para o povo. São canções que pedem o voto sentido, o voto sincero, o voto merecido. O voto é um dever cívico. Deixa aqui o teu. Luciano Barbosa (Líder) Anselmo Canha (baixo, programação) Manuel Ribeiro (teclas) Paulo Lopes (guitarra) Paulo Américo (VJ) João Neves (Mr. Producer Man) Vanda Ferreira (manager) Alberto Castelo e Carlos Vieira (Xinfrim), Álvaro Ramos (técnico de som) Paulo Gravato, Leonel Ruivo, Rui Pedro Silva (metais em Sr. Arrumador) Liliana Ventura (voz em Biltre!) Miguel Calhaz (contrabaixo em Sr. Arrumador) Nuno Silva (acordeão em Biltre) Raquel Bastos (cordas em Weather Girl e Velcro), Clash (Charlie Don't Surf), Alberto Almeida (fotos) Pedro Lobo (desde sempre) Hélder Cervantes (internet) Marta Bernardes (Weather Girl) e todos aqueles que, por muito omissos que aqui sejam, jamais serão esquecidos! Eurovisão foi gravado, produzido e misturado por João Neves e Repórter Estrábico no Estúdio Espaço De Sons, em Aveiro, em 2004. Módulos Emu gentilmente cedidos por Castanheira Somúsica, Aveiro.
» Mouse Music
No tempo em que uma intrépida linguagem tecnológica eclode, urge encarreirar na "autobahn" num veículo que transporte expedita e elegantemente os tripulantes urbanos para um destino deliciosamente consumista, "tecnocrápula", colorido e vasto, mas livre dos odores mundanos que mais se manifestam nas pequenas superfícies.
Luciano Barbosa (Líder) Anselmo Canha (baixo) Manuel Ribeiro (teclas) Paulo Lopes (guitarra). Produzido por Alex Fernandes e Repórter Estrábico. Gravado no WM (Porto) e AreaMaster (Vigo) entre Outubro'98 e Março'99. Misturado no AreaMaster por Alex Fernandes, Miguel Mariño e RE em Abril'99. Mastering por Anxo Maciel e Alex Fernandes no AreaMaster. Assistência técnica: Rui Sousa e Sílvio Almeida (WM) Miguel Mariño (AreaMaster). ProTools: Alex Fernandes e Miguel Mariño. Capa RE. Foto do Grupo: Adriana Oliveira. 5 1/2 Bónus Tracks (MouseMusic 2) Produzido por Alex Fernandes e Repórter Estrábico. Gravação, Mistura e Mastering Terapia do Som (Porto). Assistência técnica João Maya. ProTools Alex Fernandes e João Maya. Convidados e Participantes: Fatucha (Voz em 5 & 7) Rosário Moraes Vaz (Telemóvel em 11) Alex Fernandes (Coros em 1 & 4, Teclados em 2 & 6, Percussões em 6 & 8, Manipulação de Space Echo em 7 & 8) Xoan L.Fortes Saavedra (Viola d'arco em 6) Thunderbirds, Planeta Agostini, Reader's Digest, Monty Python, Michael Knight, Kit & Bonnie, Blues Brothers, Lady Penelope, Spitting Image, Brigitte Bardot, Serge Gainsbourg, Fatboys, James Mason, Link Wray, Miguel Mariño, Vitor Espadinha, Victoria Addams, Melanie Jayne Chisholm, Melanie Janine Brown, Emma Lee Bunton, Geri Estelle Halliwell, Prince Buster, Buster Bloodvessel, Mike Oldfield. Agradecimentos: Pedro Tenreiro, Miguel Mariño, Nuno Pires, João Bruschy, Francisco Afonso, Francisco Freixial, Sara Anahory, AreaMaster Staff, Carlos Vieira, Alberto Castelo, Music Shop, Castanheira, Sr. Albino Alves [Barbearia Montecarlo], Supermercado Tomita, Centro Comercial Stop, Grafisil, Walt Disney.
» Mouse Music 2
No tempo em que uma intrépida linguagem tecnológica eclode, urge encarreirar na "autobahn" num veículo que transporte expedita e elegantemente os tripulantes urbanos para um destino deliciosamente consumista, "tecnocrápula", colorido e vasto, mas livre dos odores mundanos que mais se manifestam nas pequenas superfícies.
Luciano Barbosa (Líder) Anselmo Canha (baixo) Manuel Ribeiro (teclas) Paulo Lopes (guitarra). Produzido por Alex Fernandes e Repórter Estrábico. Gravado no WM (Porto) e AreaMaster (Vigo) entre Outubro'98 e Março'99. Misturado no AreaMaster por Alex Fernandes, Miguel Mariño e RE em Abril'99. Mastering por Anxo Maciel e Alex Fernandes no AreaMaster. Assistência técnica: Rui Sousa e Sílvio Almeida (WM) Miguel Mariño (AreaMaster). ProTools: Alex Fernandes e Miguel Mariño. Capa RE. Foto do Grupo: Adriana Oliveira. 5 1/2 Bónus Tracks (MouseMusic 2) Produzido por Alex Fernandes e Repórter Estrábico. Gravação, Mistura e Mastering Terapia do Som (Porto). Assistência técnica João Maya. ProTools Alex Fernandes e João Maya. Convidados e Participantes: Fatucha (Voz em 5 & 7) Rosário Moraes Vaz (Telemóvel em 11) Alex Fernandes (Coros em 1 & 4, Teclados em 2 & 6, Percussões em 6 & 8, Manipulação de Space Echo em 7 & 8) Xoan L.Fortes Saavedra (Viola d'arco em 6) Thunderbirds, Planeta Agostini, Reader's Digest, Monty Python, Michael Knight, Kit & Bonnie, Blues Brothers, Lady Penelope, Spitting Image, Brigitte Bardot, Serge Gainsbourg, Fatboys, James Mason, Link Wray, Miguel Mariño, Vitor Espadinha, Victoria Addams, Melanie Jayne Chisholm, Melanie Janine Brown, Emma Lee Bunton, Geri Estelle Halliwell, Prince Buster, Buster Bloodvessel, Mike Oldfield. Agradecimentos: Pedro Tenreiro, Miguel Mariño, Nuno Pires, João Bruschy, Francisco Afonso, Francisco Freixial, Sara Anahory, AreaMaster Staff, Carlos Vieira, Alberto Castelo, Music Shop, Castanheira, Sr. Albino Alves [Barbearia Montecarlo], Supermercado Tomita, Centro Comercial Stop, Grafisil, Walt Disney.
» Disco de Prata
Anselmo Canha (baixo) João Bruschy (bateria) Luciano Barbosa (Voz) Manuel Ribeiro (teclas) Nuno Pires (Voz) Paulo Lopes (guitarra).
Gravado e misturado por Numérica e Repórter Estrábico no AuraEstúdio, em duas sessões de gravação presenciadas por muitos amigos de longa data, em 1995. Fotos do grupo: Pedro Lobo.
» Kit Máquina
Um agradecimento especial ao Tim, por se ter mostrado o mais incansável dos colaboradores.
Luciano Barbosa (Líder) Anselmo Canha (baixo) Manuel Ribeiro (teclas) Paulo Lopes (guitarra). Produzido em 1998 por Alex Fernandes e Repórter Estrábico. Kit Comprimido e Kit Pastilha gravados e misturados no WM (Porto) com Sívio Almeida e Rui Sousa. Mastering no AreaMaster, Vigo, assistido por Miguel Mariño. Fotos: Adriana Oliveira.
» 1bigo
No tempo em que os animais falam e em que as leis da pilhagem respondem às da selva urbana, estamos perante uma intrépida amálgama, pioneira e desbocada, de referências temporais e espaciais duma república das bananas num planeta de macacos.
Anselmo Canha (baixo) João Bruschy (bateria) José Ferrão (guitarra) Luciano Barbosa (Voz) Manuel Ribeiro (teclas) Nuno Pires (Voz) Paulo Lopes (guitarra). Gravado por Jorge Fidalgo, misturado por Fernando Rocha e produzido por Numérica e Repórter Estrábico no AuraEstúdio, em 1994.
» UnoDos
No tempo em que o vanguardismo é desporto rei e a música uma bela arte, este intrépido pioneiro marca pelo menos um, dois golos e o ponta de lança ainda tira a camisola, pega na chuteira e, olhando para os pitons, deseja possuir um telemóvel...
Anselmo Canha (baixo) António Olaio (voz) José Ferrão (guitarra) Luciano Barbosa (Voz) Paula Sousa (teclas) Paulo Lopes (guitarra). Víctor Rua (gitarra em "John Wayne") Tomás, Simon, Carlos (metais em "Houdini" e "Alcazar"). Produzido por Jonathan Miller e Víctor Rua no Exito Estúdio, em Lisboa, em 1991. Agradecimentos: James Brown, Fred Wesley, Shadows, "Os intocáveis", Tubarão I, Nuggets, Willie "Loco" Alexander, Hercules. Samples: Black Sabath, Paranoid, Bert Kampfert, TV Toones, Ajax & Mr Clean, Sam the Sham and the Pharaoes, Wooly Bully.
Prince
in "1bigo" (1994) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Se eu fosse o Prince [1]
Tenho a certeza Que irias ser A minha princesa O meu nome não vem Nas colunas sociais Como o dos meninos bem Que você acha de mais Se eu fosse o Prince A bem ou a mal Iríamos fazer Um lindo casal Nem olhas p’ra mim Por não ser famoso Eu sei que no fim Vou ter um êxito estrondoso Se eu fosse o Prince… Pode merecer o teu bis O petiz de Minniapolis Nem me chega aos calcanhares Com tacões de dois andares Se te enchem as medidas As poses desinibidas Que tal as coreografias De fazer corar as tias? A crise de identidade Há-de passar-lhe com a idade Como também foi passando À Pessoa do Fernando Acho que é melhor esquecer-me de ti Nem eu sou o Victor… nem tu és a Stephanie [2] [1] Ficou assim por não haver rima para Nelson, Prince Roger Nelson [2] Princesa do Mónaco, conhecida por ser muito amiga dos seus guarda-costas
Umbigo
in "1bigo" (1994) Letra: Luciano Barbosa / José Ferrão Música: Repórter Estrábico
Um lente de repente
Não passa a ser doutor Um agente a reagente Um actor a reactor Um infante num instante Não passa a ser senhor Uma pulga a elefante Um s’tor a professor Uma mente de repente Não passa a ser brilhante Um indigente a ser gente Um SG a gigante [1] Um jumento num momento Não passa a inteligente Uma finta a ser um tento Uma bochecha [2] a presidente O meu 1bigo é um amigo O seu cotão é meu irmão Todo aquele futuro não era p’ra ser tão duro Nem este potencial p’ra ser tão minimal Todo o desperdício merece o precipício Todo o bom borboto [3] acaba no esgoto O meu destino – mais vinho cortesã! É ser um homem-rã, mas não passo dum girino O meu destino – mais vinho cortesã! É ser um submarino, mas sou só um homem-rã [1] FUMAR MATA O VÍCIO [2] O Marocas [3] O rebento do Marocas e da Maria, o Jô
O Grande Bongo
in "1bigo" (1994) Letra: José Ferrão Música: Repórter Estrábico
Seda – Algodão – Pura Lã
Todos os tons da Triumph Todas as cores de Gaugin Da idade da inocência Ao cetim perlimpimpim que fez voar Marylin Très chic – um mundo perfeito Um dom, que diz tão bem com chiffon Santo Deus, é mais que um som Um flash – bongo de mongo Da Sibéria até ao Congo faz-se ouvir O Grande Bongo Tão Grande Bongo, ditongo Seda – Algodão – Pura Lã Todos os tons da Triumph Todas as cores de Gaugin Um fecho metaphysique Que ao abrir nem faz clic E o génio de Aladino Vai fazer-se politique Très vite, um mundo perfeito Um dom Que diz tão bem com chiffon Ta lingerie, ma chérie C’est un esprit bien physique Ta lingerie c’est mon asile Tes yeux, ta bouche, tes mains, tes seins Ta lingerie c’est mon exile Mon amour, mon french can-can [1] O Grande Bongo: Se querem saber o que é, perguntem ao Zé
Malditos Headphones
in "1bigo" (1994) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Eu era normal
Até o metal [2] dar cabo de mim Eu era normal Fez-me mesmo mal todo aquele chinfrim Baixa o volume! pediam meus pais Mas como de costume ainda o subia mais Fui-me à colecção do meu irmão E àqueles decibéis fortes e fiéis Cultivei até cabelo na zona do cerebelo Cobri-me de tatuagens, cruzes, caveiras, mensagens Considerava-me eleito, imaculado e perfeito Deposto mas decidido; um novo anjo caído [3] Nem foi copos nem foi gente o que apressou o meu fim Nem foi nada de indecente e a droga não bate assim [4] Prisioneiro do meu crânio, fiquei cego, surdo e mudo Sou um mero sucedâneo, mas ainda percebo tudo! Nem os Guns [5] nem os Stones [6] deram cabo de mim O meu mal foi o chinfrim dos malditos headphones! Eu era normal Até o metal dar cabo de mim Nunca fui marginal Foi-me mesmo fatal todo aquele chinfrim Pouco barulho! pedia a casa do lado E eu, num mergulho, tinha tudo equalizado À força de subgraves de fazer tremer as traves Passei por todos os riscos c’uma braçada de discos A ganga e o cabedal, a dar o toque final Ligado à velha consola, fui meter o pé n’argola Os solos de guitarra, distorcidos e compridos Fincaram a garra na cera dos meus ouvidos Nem foi copos nem foi gente o que apressou o meu fim Nem foi nada de indecente e a droga não bate assim Prisioneiro do meu crânio, fiquei cego, surdo e mudo Sou um mero sucedâneo, mas ainda percebo tudo! Nem os Guns nem os Stones [7] deram cabo de mim O meu mal foi o chinfrim dos malditos headphones! [1] Malditos Headphones: Começou por ser em inglês, cujo refrão rezava: The Guns and the Stones couldn’t break my bones / What really got me was my funky headphones [2] Quando este single foi lançado, os metaleiros da zona sul ficaram muito ofendidos, achando que falava mal do heavy metal. O Barbosa chegou a ter a cabeça a prémio em Almada [3] Lúcifer [4] Almeida Garrett [5] Guns ‘n’ Roses [6] Rolling Stones [7] A referência não é tanto a estas duas bandas, em particular, e sim às bandas de estádio em geral
I Want More
in "1bigo" (1994) Letra: Can & Peter Gilmour Música: Can & Peter Gilmour Versão Repórter Estrábico
Everybody plays the game
You just have to do the same When you wake up play the game Boys ‘n’ girls, just stay the same (Who’s to blame when you play the game?) You don’t have to say no more What I’ve always waited for Do get ready, break the law More and more and more and more
Pele
in "1bigo" (1994) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Havíamos de fazer lindas figuras
Assim com as carnes mal seguras A gente ia parecer-se com um verme Se não estivesse envolta pela derme É deveras agradável Ser-se assim impermeável Mesmo que queira dizer Mais borbulhas p’ra espremer Havíamos de ser assaz sofisticados Os nervos e os tendões assinalados [1] Rosados, inchados e ariscos Tal e qual uma montra de mariscos Rugas e verrugas, varizes, cicatrizes E outras erupções espontâneas São um pequeno preço a pagar Se a gente pensar nas vantagens cutâneas Branca, preta, vermelha, cor de mel Que seria de nós sem a nossa pele Verde, azul, roxa e amarela Que seria de nós sem ela Havíamos de achar graça a uma dose De tinha, de sarna ou de micose Se tivéssemos só como alternativa A hipótese de coçar a carne viva Havíamos de ignorar os hidratantes E os cremes de beleza esfoliantes Sem sequer considerar uma medida tão drástica Como alterar o semblante com a cirurgia plástica Podem não ser de bom-tom Certas cores da Benetton Pior seria envergar à revelia Uma vestimenta cor de bife da vazia Ser-se forçado a encarnar doravante Um diagrama d’anatomia ambulante Quem, eu? Exibir o esternocleidomastoideo! [2] [1] Referência camoniana óbvia [2] Vasco Santana, em A Canção de Lisboa, de Cottinelli Telmo
Surfista Prateado
in "1bigo" (1994) Letra: José Ferrão Música: Repórter Estrábico
As estrelas brilham no rosto de aço
Como Jesus descalço Anda sobre as ondas do mar A voar p’lo hiperespaço Tem o destino no encalço Sempre mais belo e cada vez mais baço Chuap, Chuap, um pedaço de junk Chuap, Chuap, o futuro do funk Mucho cool, mucho, mucho cool Surfista Prateado [1] Mucho, mucho style Surfista Prateado Mucho, mucho cool Cool É um dardo, é uma flecha Rock ’n’ roll que sai do rádio Irá morrer como o maço de “Paris” [2] Desaparecer ou ser feliz Para sempre surfar no arco-íris Bem para além do mar picado Mucho cool [1] The Silver Surfer is a fictional superhero. Created by writer Stan Lee and artist/co-plotter Jack Kirby, he first appeared in the comic book The Fantastic Four #48 (March 1966). Wikipedia. [2] Vermelho e branco, sem filtro, e com a imagem da torre Eiffel, da Tabaqueira Nacional
SMLXL
in "1bigo" (1994) Letra: José Ferrão Música: Repórter Estrábico
S – pequeno e fino, perfeito como a Sininho / M – sensível ao toque como as orelhas do Spock L – grande como o espaço, como um quadro do Picasso / XL – gigante erótico como um romance gótico
SMLXL S – pequeno e suave, perito em velocidade / M – um bom remédio contra o tédio / L – se fosse verdade a força da gravidade / XL – gigante erótico como num romance gótico SMLXL Metros, léguas, braças, nós / Medir os prós e pôr tudo em onças / Palmos, jardas e polegadas / Começar em pés / Perder a conta das festas, cócegas, palmadas / Ais, suspiros e risadas / Nunca parar Sente o teu corpo Mede o teu corpo
Mr Fred
in "1bigo" (1994) Letra: José Ferrão Música: Repórter Estrábico
Bem-me-quer, malmequer
Mr Dead [1], Mr Fred [2] No abc do cromossoma, nada há que o ponha em coma Onde se lê ADN, leia-se rasga, estripa, mata N Mas Freddie não é um gene qualquer É um rapagão que faz da mão o que quer Brrr! Lambão! Lolitas na mão e as mães no coração How sweet, fresh meat Let’s dance to the Freddie beat How sweet, fresh meat Let’s dance to the Freddie beat Freud mói onde mais dói No sonho do Super Boy Dentro da pele de uma loura Repousam mãos de tesoura Mas Freddie, não é um gene qualquer É um rapagão que faz da mão o que quer Brrr! Lambão! Lolitas na mão e as mães no coração How sweet, fresh meat Let’s dance to the Freddie beat How sweet, fresh meat Let’s dance to the Freddie beat Hey, hey, Mr Dead Brrr! Mr Fred [1] Mr Ed – série cómica dos anos 60 [2] Freddy Krueger – personagem da cine-série Pesadelo em Elm Street, interpretado pelo actor Robert Englund. Wikipedia
Born To Sample
in "1bigo" (1994) Letra: José Ferrão / Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Sem ser negro, sinto como o Spike Lee
Sem ser conde, tenho o riso do vampiro Um falso lento, sou veloz como um JB [1] Como um espelho, sou aquilo a que me viro Na verdade, sou um desenho [2] de Stan Lee No meu filme, estou vestido p’ra matar Sem ser mestre, canto como um MC Até ao osso, estou despido para imitar Born [3] to sample Não sou JEEP [4], não sou freak Mas sou fã do steady beat [5] Sem levar gelo, sou tão bom como ice tea Sem ser conde, tenho o riso do vampiro Naturalmente sou funky, funky, funky Como um espelho, sou aquilo a que me viro Na verdade, sou Sookie, Sookie, Sookie [6] No meu filme, estou vestido p’ra matar Sem ser ballet, danço como o Bruce Lee Até ao osso, estou despido para imitar [1] Membro da banda que acompanhava James Brown. Não se refere ao whisky; esse é J&B [2] Na verdade, Stan Lee era argumentista (v. Silver Surfer) [3] To Be Alive, Patrick Hernandes [4] Jovem Empresário de Elevado Potencial [5] Se não sabem o que é, consultem a Web [6] Canção dos Steppenwolf
Umbigo
in "Disco de Prata" (1991) Letra: Luciano Barbosa / José Ferrão Música: Repórter Estrábico
Um lente de repente
Não passa a ser doutor Um agente a reagente Um actor a reactor Um infante num instante Não passa a ser senhor Uma pulga a elefante Um s’tor a professor Uma mente de repente Não passa a ser brilhante Um indigente a ser gente Um SG a gigante [1] Um jumento num momento Não passa a inteligente Uma finta a ser um tento Uma bochecha [2] a presidente O meu 1bigo é um amigo O seu cotão é meu irmão Todo aquele futuro não era p’ra ser tão duro Nem este potencial p’ra ser tão minimal Todo o desperdício merece o precipício Todo o bom borboto [3] acaba no esgoto O meu destino – mais vinho cortesã! É ser um homem-rã, mas não passo dum girino O meu destino – mais vinho cortesã! É ser um submarino, mas sou só um homem-rã [1] FUMAR MATA O VÍCIO [2] O Marocas [3] O rebento do Marocas e da Maria, o Jô
Pois Pois
in "Disco de Prata" (1991) Letra: L. Barbosa Música: Repórter Estrábico
Hã, hã, pois, pois
Hey babe, o que é que te falta das Barriguitas? [1] A minha namorada deixou-me [2]; estou perfeitamente destroçado. O pior são as crianças; não as quero deixar com a minha sogra que é um perfeito crocodilo… Não sei mesmo se venda o apartamento ou se troque o Ferrari… Caramba, estou mesmo deprimido. [1] Desde 1979 las muñecas Barriguitas acompañaron a muchas niñas en sus juegos [2] Discurso inspirado no Zéquinha, filho-família da Foz do Douro
I Want More
in "Disco de Prata" (1991) Letra: Can & Peter Gilmour Música: Can & Peter Gilmour Versão Repórter Estrábico
Everybody plays the game
You just have to do the same When you wake up play the game Boys ‘n’ girls, just stay the same (Who’s to blame when you play the game?) You don’t have to say no more What I’ve always waited for Do get ready, break the law More and more and more and more
Eyes Are Crossed
in "Disco de Prata" (1991) Letra: Willie “Loco” Alexander Música: Repórter Estrábico
I love you cos you’re nice and soft
I love you cos you get me off I love you, don’t care what you cost I love you cos your eyes are crossed I love you and I think you’re swell I love you and the way you smell I love the way you turn ’n’ toss I love you cos your eyes are crossed I look at you looking up from the tub I took to you like you was a drug I look at you looking up from the tub I took to you, took to you, took to you
O Grande Bongo
in "Disco de Prata" (1991) Letra: José Ferrão Música: Repórter Estrábico
Seda – Algodão – Pura Lã
Todos os tons da Triumph Todas as cores de Gaugin Da idade da inocência Ao cetim perlimpimpim que fez voar Marylin Très chic – um mundo perfeito Um dom, que diz tão bem com chiffon Santo Deus, é mais que um som Um flash – bongo de mongo Da Sibéria até ao Congo faz-se ouvir O Grande Bongo Tão Grande Bongo, ditongo Seda – Algodão – Pura Lã Todos os tons da Triumph Todas as cores de Gaugin Um fecho metaphysique Que ao abrir nem faz clic E o génio de Aladino Vai fazer-se politique Très vite, um mundo perfeito Um dom Que diz tão bem com chiffon Ta lingerie, ma chérie C’est un esprit bien physique Ta lingerie c’est mon asile Tes yeux, ta bouche, tes mains, tes seins Ta lingerie c’est mon exile Mon amour, mon french can-can [1] O Grande Bongo: Se querem saber o que é, perguntem ao Zé
Disco Heavy
in "Disco de Prata" (1991) Letra: António Olaio, L. Barbosa Música: Repórter Estrábico
Mommy was a singer
Daddy was a priest The wind broke my window With its invisible fist I’m a disco heavy [1] But I’m alright I dance all day And I dance all night I’m a disco heavy But I’m OK I dance all night And I sleep all day First floor Lived an old spinster Ground floor Lived a blonde whore Second floor Lived a Dutch fairy At the third floor Knock on my door For high notes Break the dishes With low notes I say my prayers [1] Monty Python / Malucos do Circo, o sketch do lenhador e da polícia montada
Esfregona Mística
in "Disco de Prata" (1991) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Que seria de nós sem a comunicação / Que seria de nós sem uma nova canção?
Que seria de nós sem as Bermudas Adelgaçantes / Que seria de nós sem os cremes de beleza esfoliantes? Boas compras! [1] Sweepa! / Miracle Blade! Clavage! / Cabaret Set! Bio-Ray! / Garlic Peeler! DD Seven! / Diet 2000! Fashion Clip! / Citrus Miracle! Memo Mate! / Contour Pillow! Screw Driver! / Cervical Relax! Slim Pants! / Magic Sponge! Sealer! / Super Reductor! Duzzit! / No Wet Wonderfoam! M-Joy! / Supamopa! Esfregona Mística! Diz, diz, diz O que é que te falta para seres feliz? [1] Que seria de nós sem o canal Assembleia da República / Televendas ?
Malditos Headphones
in "Disco de Prata" (1991) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Eu era normal
Até o metal [2] dar cabo de mim Eu era normal Fez-me mesmo mal todo aquele chinfrim Baixa o volume! pediam meus pais Mas como de costume ainda o subia mais Fui-me à colecção do meu irmão E àqueles decibéis fortes e fiéis Cultivei até cabelo na zona do cerebelo Cobri-me de tatuagens, cruzes, caveiras, mensagens Considerava-me eleito, imaculado e perfeito Deposto mas decidido; um novo anjo caído [3] Nem foi copos nem foi gente o que apressou o meu fim Nem foi nada de indecente e a droga não bate assim [4] Prisioneiro do meu crânio, fiquei cego, surdo e mudo Sou um mero sucedâneo, mas ainda percebo tudo! Nem os Guns [5] nem os Stones [6] deram cabo de mim O meu mal foi o chinfrim dos malditos headphones! Eu era normal Até o metal dar cabo de mim Nunca fui marginal Foi-me mesmo fatal todo aquele chinfrim Pouco barulho! pedia a casa do lado E eu, num mergulho, tinha tudo equalizado À força de subgraves de fazer tremer as traves Passei por todos os riscos c’uma braçada de discos A ganga e o cabedal, a dar o toque final Ligado à velha consola, fui meter o pé n’argola Os solos de guitarra, distorcidos e compridos Fincaram a garra na cera dos meus ouvidos Nem foi copos nem foi gente o que apressou o meu fim Nem foi nada de indecente e a droga não bate assim Prisioneiro do meu crânio, fiquei cego, surdo e mudo Sou um mero sucedâneo, mas ainda percebo tudo! Nem os Guns nem os Stones [7] deram cabo de mim O meu mal foi o chinfrim dos malditos headphones! [1] Malditos Headphones: Começou por ser em inglês, cujo refrão rezava: The Guns and the Stones couldn’t break my bones / What really got me was my funky headphones [2] Quando este single foi lançado, os metaleiros da zona sul ficaram muito ofendidos, achando que falava mal do heavy metal. O Barbosa chegou a ter a cabeça a prémio em Almada [3] Lúcifer [4] Almeida Garrett [5] Guns ‘n’ Roses [6] Rolling Stones [7] A referência não é tanto a estas duas bandas, em particular, e sim às bandas de estádio em geral
Prince
in "Disco de Prata" (1991) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Se eu fosse o Prince [1]
Tenho a certeza Que irias ser A minha princesa O meu nome não vem Nas colunas sociais Como o dos meninos bem Que você acha de mais Se eu fosse o Prince A bem ou a mal Iríamos fazer Um lindo casal Nem olhas p’ra mim Por não ser famoso Eu sei que no fim Vou ter um êxito estrondoso Se eu fosse o Prince… Pode merecer o teu bis O petiz de Minniapolis Nem me chega aos calcanhares Com tacões de dois andares Se te enchem as medidas As poses desinibidas Que tal as coreografias De fazer corar as tias? A crise de identidade Há-de passar-lhe com a idade Como também foi passando À Pessoa do Fernando Acho que é melhor esquecer-me de ti Nem eu sou o Victor… nem tu és a Stephanie [2] [1] Ficou assim por não haver rima para Nelson, Prince Roger Nelson [2] Princesa do Mónaco, conhecida por ser muito amiga dos seus guarda-costas
Pele
in "Disco de Prata" (1991) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Havíamos de fazer lindas figuras
Assim com as carnes mal seguras A gente ia parecer-se com um verme Se não estivesse envolta pela derme É deveras agradável Ser-se assim impermeável Mesmo que queira dizer Mais borbulhas p’ra espremer Havíamos de ser assaz sofisticados Os nervos e os tendões assinalados [1] Rosados, inchados e ariscos Tal e qual uma montra de mariscos Rugas e verrugas, varizes, cicatrizes E outras erupções espontâneas São um pequeno preço a pagar Se a gente pensar nas vantagens cutâneas Branca, preta, vermelha, cor de mel Que seria de nós sem a nossa pele Verde, azul, roxa e amarela Que seria de nós sem ela Havíamos de achar graça a uma dose De tinha, de sarna ou de micose Se tivéssemos só como alternativa A hipótese de coçar a carne viva Havíamos de ignorar os hidratantes E os cremes de beleza esfoliantes Sem sequer considerar uma medida tão drástica Como alterar o semblante com a cirurgia plástica Podem não ser de bom-tom Certas cores da Benetton Pior seria envergar à revelia Uma vestimenta cor de bife da vazia Ser-se forçado a encarnar doravante Um diagrama d’anatomia ambulante Quem, eu? Exibir o esternocleidomastoideo! [2] [1] Referência camoniana óbvia [2] Vasco Santana, em A Canção de Lisboa, de Cottinelli Telmo
Houdini
in "Disco de Prata" (1991) Letra: António Olaio, L. Barbosa Música: Repórter Estrábico
There are many ways to let you out
Many ways to wriggle free You don’t have to be a girl / boy scout To get away from me Houdini’s black boxes Houdini’s iron keys Houdini’s rubber chains Can’t tie you to me Who, who, who, dini, dini Who, who, who, dini, dini Who, who, who are you? With a flick of the wrist And a smile upon his face He turned into mist Gone without a trace He made his last escape Before our very eyes Was it 1938? He’s a locksmith in paradise
Mr Fred
in "Disco de Prata" (1991) Letra: José Ferrão Música: Repórter Estrábico
Bem-me-quer, malmequer
Mr Dead [1], Mr Fred [2] No abc do cromossoma, nada há que o ponha em coma Onde se lê ADN, leia-se rasga, estripa, mata N Mas Freddie não é um gene qualquer É um rapagão que faz da mão o que quer Brrr! Lambão! Lolitas na mão e as mães no coração How sweet, fresh meat Let’s dance to the Freddie beat How sweet, fresh meat Let’s dance to the Freddie beat Freud mói onde mais dói No sonho do Super Boy Dentro da pele de uma loura Repousam mãos de tesoura Mas Freddie, não é um gene qualquer É um rapagão que faz da mão o que quer Brrr! Lambão! Lolitas na mão e as mães no coração How sweet, fresh meat Let’s dance to the Freddie beat How sweet, fresh meat Let’s dance to the Freddie beat Hey, hey, Mr Dead Brrr! Mr Fred [1] Mr Ed – série cómica dos anos 60 [2] Freddy Krueger – personagem da cine-série Pesadelo em Elm Street, interpretado pelo actor Robert Englund. Wikipedia
Yamaha
in "Disco de Prata" (1991) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Hey - ah - ha - ha##########Hey - ah - ha
Ya! Yamaha, Yamaha, Yamaha Ya! Yamaha, Yamaha, Yamaha Suzuky, Kawazaky, Yamaha [1] Yamaha: Imaginem um índio pele-vermelha, montado numa mota Indian, a ver passar a invasão motociclista nipónica na Route 66.
Eurovisão
in "Eurovisão" (2004) Música: Repórter Estrábico Citando "Hino da RTP", "Hino da Eurovisão" e Europe (The final countdown)
Caracoroismo
in "Eurovisão" (2004) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Você está perdido
Está desorientado Nada faz sentido Nem tem significado Está numa encruzilhada Em cascos de rolha Numa enrascada Tantos caminhos à escolha! Vou trabalhar Ou vou engonhar? Cumpro um dever Ou vou espairecer? Estoiro com o dinheiro Ou pago ao merceeiro? Pago ao fisco Ou encomendo mais marisco? Você está perdido Perdido, sem Norte Atire a moeda ao ar E confie na sorte Caracoroismo: o novo existencialismo [2] ! Roda a moeda Roda no ar A sua queda A tua vida vai ditar Roda a moeda Roda no ar Co'a sua queda A tua vida vai mudar Vira para a esquerda Para a direita Pela via larga Ou pela mais estreita Estar indeciso não é preciso Tens a solução na palma da mão! Gira a moeda Gira no ar Deixa essa moeda A tua vida controlar Gira a moeda Gira sem tino Deixa essa moeda Controlar o teu destino [1] Caracoroismo: Baseado numa história do Pato Donald e Sobrinhos, de Carl Barks [2] Nem o cristão, de Kierkegaard e Marcel nem o ateu, de Nietzsche e Sartre. É mais o pagão, de Barbosa.
Sr. Arrumador
in "Eurovisão" (2004) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Tens em mim um sujeito competente [1]
Capaz de lidar com toda a gente Nem pró caldo [2] eu faço uma pausa Quando estou angariando para a causa Tenho mulher e filhos agarrados Preciso de auferir três ordenados Não me prometas um tacho no céu Promete um ordenado como o teu Sr. Arrumador Arranja um lugar para mim! A minha linguagem gestual É simples sinalética informal Abano bem o braço todo o dia Afinal, já estudei a coreografia Dá-me gosto ter clientes bem dispostos Faz-me jeito uns trocados sem impostos Não me prometas um tacho no céu Promete um ordenado como o teu Dignidade e estatuto nos conformes Tenho projecto p’ra fardas e uniformes No pé uma alpergata [3] por causa dos calos Boné e gravata com motivos de cavalos [4] [1] Canção pensada com o menino Rui Rio mais o seu programa Porto Vivo em mente [2] Opiácios aquecidos numa colher e temperados com limão, q.b. [3] Chinela á prova de salmonela [4] Símbolo da Ferrari, a do Enzo, possível patrocinador
Blitre!
in "Eurovisão" (2004) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Biltre, cabotino, mentecapto [1]
Lorpa, palhaço, morcão Bronco, sabujo, tacanho Grunho, pilantra, lambão Pulha, bacoco, execrando Bruto, cabresto, pimpão Alarve, ranhoso, pacóvio Rafeiro, canalha, gingão Cretino, palerma, simplório Velhaco, energúmeno, calão Tinhoso, primitivo, leviano Grosso, pachola, cagão Moina, troglodita, calaceiro Besta, vadio, matulão Maroto, janota, parasita Tosco, galdério, maganão Crápula, facínora, pendura Marmanjo, sendeiro, parolão Reles, azeiteiro, salafrário Falso, rasteiro, parvalhão Biltre, cabotino, mentecapto; Fascista! Fascista! [2] [1] A seguinte nomenclatura aplica-se a toda a classe política, a classe com menos classe que existe [2] Pronuncia-se “facista”. Os “facistas” são aqueles que dizem: "Faço isto, faço aquilo!"
Charlie Don't Surf
in "Eurovisão" (2004) Letra: The Clash (in “Sandinista!”) Música: The Clash (in “Sandinista!”) Versão Repórter Estrábico Charlie don't surf an' we think he should
Weather Girl
in "Eurovisão" (2004) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Well, I'm in love with a weather girl
She brings sunshine into my world I expect I won't have to cry She's dropping clouds out of the sky She is so elegant and discreet Never stammers, n-never misses a beat She is so casual about the forces that be Extremely moderate, the girl for me Ever so punctual on all the screens Does it so well it almost seems She does that little pantomime Just for me, to pass away the time She's got me chained to my TV set Much more exciting than the Internet She's got it all down to an art No question of us being worlds apart Don't know much about the forces that be I'm only learning meteorology [1] Now I now the future's bright Ten suns are burning into the night She's got me dreaming of exotic resorts With optimistic weather reports I see her standing on the pure-white sand Dismissing storms with a wave of a hand She's got me dreaming of exotic resorts With optimistic weather reports I see her standing on the pure-white sand Dismissing storms with a wave of a hand Well, I'm in love with a weather girl She brings sunshine into my world Now I know I won't have to cry She's dropping clouds out of the sky [1] Sam Cooke, cantor
Briclonage
in "Eurovisão" (2004) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Quero desmontar-te para remontar-te [1]
Posso desfazer-te para refazer-te Mando decapar-te para repintar-te Vou só reciclar-te com amor e arte Quero desmembrar-te p’ra reagrupar-te Posso demolir-te e reconstruir-te Mando desligar-te; reiniciar-te Vou só recriar-te por amor à arte Quero inspeccionar-te para incorporar-te Posso demitir-te p’ra readmitir-te Mando-te abater; reeleger Vou só reciclar-te com amor e arte Quero obliterar-te p’ra recuperar-te Posso escalpar-te; repentear-te Mando diluir-te e repoluir-te Vou só recriar-te por amor à arte Quero, posso e mando É só meu / Meu rico comando Domar-te-ei / Manipular-te-ei [1] Referência à ovelha Dolly, primogénita da investigação genética. Diz o pastor, ao contar o rebanho: 147, 148, Bom Dia, querida...
Tearing Velcro
in "Eurovisão" (2004) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
We dig the sound of tearing Velcro [1]
Everything loud and shrill We dig the sound of tearing Velcro It can be quite a thrill One solitary diamond roars Across a pane of glass White chalk upon the blackboards And other acts of class Ten nine inch [2] fingernails Dragged upon a plaster wall One single trolley wails Around a shopping mall The crackling sting of static When touching TV screens The ghost steps in the attic Amid most pleasant dreams The squealing of many rubber feet Echo round vast marble floors Cold sweat and prickly heat From slow motion creaking doors The ever-gentle crunch Of stilettos upon gravel Like insects having naked lunch [3] In the parlour of the devil The song of screeching tires And sirens in the night Awakens our desires And whets our appetite [1] A maior invenção do séc. XX [2] Nine Inch Nails, de Trent Reznor [3] William S. Burroughs, escritor
Quality Stress
in "Eurovisão" (2004) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
It’s a well-known fact
Stress improves your act! When I get road rage I'm like a monkey in a cage A good traffic jam Got me where I am Must have a deadline To keep me in line The best remedy For high anxiety [1] Slaving 9 to 5 Keeps me alive I really get the shakes Without my nicotine breaks You know I'm a mess Unless I get duress I can be such a lush For that adrenaline rush Gimme some stress now Quality stress! Gimme some stress now Quality stress! [2] The rat in the race Pretty red in the face I’ve got plenty of ants Inside my pants I can go insane Without some daily strain I can drool like a fool Unless I lose my cool Running off the rails Biting off my nails Twitching like a bird Unless I get the S word I need the pain Of some daily strain The wife and the kids And the life on the skids You know I'm a mess Unless I get duress I can be such a lush For that adrenaline rush Kindergarten high [3] ! Excuse me, while I kick the sky [4] [1] High Anxiety, de Mel Brooks [2] Quality Street, sortido de rebuçados, da Rowntree Mackintosh, agora da propriedade da Nestlé [3] The Governor of California, Arnold Shwarzenneger (www) [4] Purple Haze, de Jimi Hendrix
Ou Vai ou Racha
in "Eurovisão" (2004) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Hoje mais que ontem
Menos que amanhã É agora ou nunca Ou tudo ou nada Ou vai ou racha, baby
Kit (Comprimido, 120 mg)
in "Kit Máquina" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
- Everything is so dark. Is it night?
- Yeah. But don’t worry; I’ll take care of you.
Kit (Pastilha, 120 mg)
in "Kit Máquina" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
- Everything is so dark. Is it night?
- Yeah. But don’t worry; I’ll take care of you.
Kit (Cápsula, 170 mg)
in "Kit Máquina" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico Produção e remistura de Alex FX
- Everything is so dark. Is it night?
- Yeah. But don’t worry; I’ll take care of you.
Kit (Drageia, 128 mg)
in "Kit Máquina" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico Produção e remistura de Mr. Sulu
- Everything is so dark. Is it night?
- Yeah. But don’t worry; I’ll take care of you.
Pai
in "Mouse Music 2" (1991) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Pai, não quero ser DJ
Pai, não quero ser DJ Tenho medo das batidas podem estar mal acertadas Tenho medo das agulhas podem estar contaminadas Pai, não quero ser DJ Pai, não quero ser DJ – Cala-te e trabalha, cala-te e trabalha, cala-te e trabalha-me essa mix!
You Spin Me Round (Like a Record)
in "Mouse Music 2" (1991) Letra: Pete Burns e Dead or Alive Música: Pete Burns e Dead or Alive Versão Repórter Estrábico
If I
I get to know your name When I Just take your private number, baby All I know is that, to me You look like you’re lots of fun Open up your loving arms I want some Want some Well, I I set my sights on you (And no one else will do) And I I got to have my way now, baby All I know is that, to me You look like you’re having fun Open up your loving arms Watch out Here I come You spin me round Right, baby, right round Like a record, baby Right round, round, round I I got to be your friend now, baby And I Would like to move in just a little bit closer I want your love I need your love
Eyes are Crossed
in "Mouse Music 2" (1991) Letra: Willie “Loco” Alexander Música: Willie “Loco” Alexander Versão Repórter Estrábico. Primeira versão RE in “UnoDos” (1991)
I love you cos you’re nice and soft
I love you cos you get me off I love you, don’t care what you cost I love you cos your eyes are crossed I love you and I think you’re swell I love you and the way you smell I love the way you turn ’n’ toss I love you cos your eyes are crossed I look at you looking up from the tub I took to you like you was a drug I look at you looking up from the tub I took to you, took to you, took to you
Houdini
in "Mouse Music 2" (1991) Letra: António Olaio, L. Barbosa Música: Repórter Estrábico Primeira versão RE in “UnoDos” (1991)
There are many ways to let you out
Many ways to wriggle free You don’t have to be a girl / boy scout To get away from me Houdini’s black boxes Houdini’s iron keys Houdini’s rubber chains Can’t tie you to me Who, who, who, dini, dini Who, who, who, dini, dini Who, who, who are you? With a flick of the wrist And a smile upon his face He turned into mist Gone without a trace He made his last escape Before our very eyes Was it 1938? He’s a locksmith in paradise
Pump the Jam
in "Mouse Music 2" (1991) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico Citando Technotronic e Clint Eastwood
Do you feel lucky? [1]
C’mon, punk, make my day Make my day Pump, pump the jam Pump it up The jam is hot The pump is hot C’mon, c’mon, c’mon, punk Pump it! The jam, the jam, the jam This is a ’44 Magnum, the most powerful handgun in the world. Do you feel lucky? C’mon, punk, make my day I know what you’re thinking, punk [2] I know what you’re thinking... [1] Paulo Lopes, no papel de Detective Callahan, também conhecido como Dirty Harry e interpretado por Clint Eastwood [2] Thank you, Mr Eastwood
Mouse Music (Elephant Man)
in "Mouse Music 2" (1991) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
– Are you a man or a mouse? [1]
– I’m a man, but I love mouse music. – What’s that? – Sweet sounds the children of the night [2] make. – How’s that done? – With the aid of the best technology available to…mankind. – How’s that done? – Well, my dear, perhaps my assistant [3] can explain. – Well honey, first you catch a mouse. – With cheese? Then you hold the mouse And then you squeeze Mouse, mouse, mouse Mouse music This ain’t no shithouse! [1] Imaginem a Minnie Mouse a entrevistar o Conde Drácula, na sua fase de morcego... [2] A inspiração para a voz do conde veio do Gary Oldman, no Bram Stoker’s Dracula, de Coppola, que passou no Cinema Stop [3] Seria o Reinfield, interpretado pelo Tom Waits
Mouse Music
in "Mouse Music" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
– Are you a man or a mouse? [1]
– I’m a man, but I love mouse music. – What’s that? – Sweet sounds the children of the night [2] make. – How’s that done? – With the aid of the best technology available to…mankind. – How’s that done? – Well, my dear, perhaps my assistant [3] can explain. – Well honey, first you catch a mouse. – With cheese? Then you hold the mouse And then you squeeze Mouse, mouse, mouse Mouse music This ain’t no shithouse! [1] Imaginem a Minnie Mouse a entrevistar o Conde Drácula, na sua fase de morcego... [2] A inspiração para a voz do conde veio do Gary Oldman, no Bram Stoker’s Dracula, de Coppola, que passou no Cinema Stop [3] Seria o Reinfield, interpretado pelo Tom Waits
Kit (solução)
in "Mouse Music" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
- Everything is so dark. Is it night?
- Yeah. But don’t worry; I’ll take care of you.
Mamapapa
in "Mouse Music" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Mama, mama, papa, papa
Bebe, bebe, fuma, fuma Toma, toma, chupa, chupa Upa, upa, come Mamã consome Papá consome Bebé consome Consome, filha / filho! Consome, consome Mata a fome
Dash City
in "Mouse Music" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Groovy town!
Yeah... And the people Hmmm... Town / Dash city The buildings so tall The streets so clean The colours so bright The cars so fast The weather so warm And the drinks so cheap The food so tasty The language very typical The buildings so warm The streets so fast The colours so clean The cars so bright The weather so cheap And the drinks so tall The food so typical The language very tasty [1] Dash City: Imaginem um autocarro cheio de turistas extraterrestres. O questionário de bordo deixa os adjectivos em branco, do tipo: “The buildings so ___” para serem preenchidos pelos utentes.
Nagasaki, mon amour
in "Mouse Music" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Nous irons à la plage
S’il n’y a pas de nuages S’il fait beau, nous porterons nos maillots Il y a des choses qui fascinent À la plage, même à la piscine J’aime bien, je confesse Tout le monde en topless Nous irons à la plage S’il n’y a pas de nuages S’il fait beau, nous plongerons dans l’eau Une telle lumière sur le sable blanc C’est presque toujours charmant Des nuages comme des petits moutons En voilà un comme un champignon Nous irons à la plage S’il n’y a pas de nuages S’il fait beau, nous porterons nos maillots S’il fait beau
Lolita
in "Mouse Music" (1999) Letra: Vladimir Nabokov Música: Repórter Estrábico
The tip of the tongue
Taking a trip of three steps Down the palate To tap, at three, On the teeth Lolita Light of my life Lolita Fire of my loins Lolita My sin, my soul My sin, my soul My sin, my soul My sin, my soul Come to Daddy [1] [1] James Mason: She was Lo, plain Lo, in the morning, standing four feet ten in one sock. She was Lola in slacks. She was Dolly at school. She was Dolores on the dotted line. But in my arms she was always Lolita.
Coisa Chata
in "Mouse Music" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
É uma coisa esquiva
Não lhe posso pôr o dedo É uma coisa viva Feita d’audácia e de medo É uma coisa danada Nunca é só cerebral Não seria tão pesada Se fosse só cerebral Qual é coisa, qual é ela Que ao arder me consome Não é feia, não é bela É uma espécie de fome Como dói, coisa chata Não mata... É uma coisa à parte Para ser considerada É uma obra de arte À qual falta a pincelada É uma coisa incerta Que ainda não defini Uma coisa que desperta Quando estou perto de ti Qual é coisa, qual é ela Que ao arder me consome Não é feia, não é bela É uma espécie de fome Ai, como dói Coisa chata Não mata mas mói
John Wayne Bobbit
in "Mouse Music" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
One man, one soul
One man made whole One man cut in half What a man, what a laugh Are you man enough?
Mnemónica
in "Mouse Music" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
Foi um Verão feliz
De creme no nariz Sem nada em que cismar Senão nas ondas do mar Ficámos estiraçados Horas a eito De ambos os lados Omoplatas e peito Que cheiro tão bom A carne bem passada E ao fundo o som Das buzinas na estrada Se bem me lembro Em meados de Setembro Foi na praia da Memória Que tu passaste à História Mnemónica, já te esqueci Mnemónica, já te esqueci Vi-te no outro dia Mas fiz que não te via Vi-te, Mnemónica, vi-te [1] Envolta em celulite Que culpa tenho eu Que estejas cheia de pneu Tal e qual a irmã Do “homem Michelin” [2]. Acabou-se-nos a sorte Com aquele Surf Report [3] Que só nos promete Que o mar vai estar flat Se bem me lembro Em meados de Setembro Foi na praia da Memória [4] Que tu passaste à História Mnemónica, já te esqueci Mnemónica, já te esqueci Mnemónica, a ti e ao jetski / e àquele bikini [5] O culto do sol Põe-me sempre tão mole Chega-me o sono Pelo buraco do ozono Toda aquela areia Parecia boa ideia Não saio da esplanada Sem a praia alcatifada [6] Se bem me lembro Em meados de Setembro Foi na praia da Memória Que tu passaste à História [1] Monica Vitti, actriz [2] Também conhecido por Bibendum [3] A Sic Radical, nos seus primórdios [4] Também conhecida por Praia da Galp, em Matosinhos [5] Ilha de Bikini, que deu o nome aos fatos de banho e que também inspirou a canção “Nagasaki, mon amour” [6] Rima sugerida por Francisco Freixial, poeta urbano
diSKAsound
in "Mouse Music" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
What does it mean?
[1] diSKAsound: Canção fortemente inspirada pelos Bad Manners
Be Free
in "Mouse Music" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico
I wanna be free
I wanna be me I wanna be free Free from what I want! [1] Be Free: Esta canção foi um pretexto para fazermos o vídeo que acompanha os espectáculos e que ilustra o despedimento da Ginger das Spice Girls.
Tabular
in "Mouse Music" (1999) Letra: Luciano Barbosa Música: Repórter Estrábico Citando "Tubular Bells" de Mike Oldfield
Glockenspiel?
Panic
in "Requiem" (1999) Música: Repórter Estrábico Vozes de "The NY Fire Department" e Janet Leigh
Kind of shaking, kind of moving like a wave...
Oh, my God! What’s happening here? I was really nervous...
Infernal
in "Requiem" (1999) Letra: Trammps (L. Green & R. Casey) Música: Trammps (L. Green & R. Casey) Versão Repórter Estrábico
To my surprise
One hundred stories high [1] To my surprise One hundred stories high I heard somebody say Just can’t stop I heard somebody say Burning! Burning in my soul / Coming from the soul I heard somebody say Don’t you rescue me! No! Get up, get on up! Burning! Coming from the soul Let my spirit burn free Let my spark get hot I’m not talking ‘bout burning down the buildings I’m burning, burning... [1] Imaginem que, a 11/09/2001, estavam numa festa no 100º andar do World Trade Center... Olha o avião!
Osama
in "Requiem" (1999) Música: Repórter Estrábico Vozes recolhidas algures na rádio |





